Como aprender inglês, francês, espanhol, italiano, alemão e turco em casa

Este é o primeiro post de uma eterna série dentro do meu Projeto Poliglota para a aprendizagem e/ou aperfeiçoamento de vários idiomas.

Devo deixar sempre claro que aqui não vou ensinar estes idiomas, mas dividir com vocês artigos sobre o tema, dicas e a minha rotina de aprendizagem.

É importante também referir que sou uma pessoa multipotencial, por isto a minha rotina de estudos também leva em conta esta minha característica.

Dentro em breve, semanalmente ou por vezes diariamente, surgirão posts aqui no blog falando sobre estes idiomas e sobre a minha rotina de estudos, portanto, se quiserem acompanhar apenas um idioma específico, bastará que acompanhem os posts dentro de cada categoria:

Para ver os posts de todos os idiomas que estou aprendendo, basta seguir a categoria Como aprender idiomas em casa.

Sugestão do Google pra você :

Uma pessoa multipotencial não é especialista em coisa nenhuma? Nunca acaba o que começou?

Há um conceito do qual discordo, que é este que diz que o multipotencial não é especialista em coisa nenhuma e que nunca acaba aquilo que começou.

É verdade que, por termos habilidades em muitas coisas, e desejarmos muitas coisas, pode ser que no meio disso a gente perca um pouco do foco. Talvez por falta de disciplina, de organização, ou mesmo por não dar conta de todas as coisas maravilhosas que desejamos fazer.

Pode ser também que algumas coisas sejam entediantes. Ou que a gente comece com muita empolgação numa coisa e depois o interesse se perca. Razão? A gente vê que a vida é ampla e cheia de possibilidades, e não vale a pena ficar perdendo tempo naquilo se, por outro lado, há tantas outras coisas que queremos.

Mas isso não significa que nos escape o lado racional das coisas.

Por exemplo. Claro que para nós é muito importante estarmos altamente satisfeitos com a nossa profissão. Só que, sabemos disso muito bem, nem todas as pessoas podem se dar ao luxo – ou pelo menos não na hora que querem – de trabalhar apenas com aquilo que amam. Mas pensa uma coisa: se você tem um trabalho, mesmo um trabalho que não ama tanto, mas é bem remunerado com ele, através desse dinheiro você vai poder fazer as coisas que gosta e talvez, no futuro, poder viver apenas daquilo que gosta.

Eu amo muitas coisas, várias profissões. Mas tenho a racionalidade de perceber o que pode me ser útil ou não em determinado momento ou circunstância, e, de acordo com isso, priorizar a minha maior especialização naquilo ou não.

Por exemplo: nesses últimos anos trabalho como massoterapeuta e depiladora. O curso de massoterapia, por exemplo, tirei em 2004. Mas, como trabalho com isso diariamente – quer dizer, não mais agora, por causa da pandemia – óbvio que então dedico a minha especialização a este campo, ou seja, faço outros cursos do meu interesse, mas dou prioridade a fazer mais cursos na área da massoterapia e da depilação porque afinal é este o meu ofício diário.

Amo a massoterapia, mas, por ser multipotencial, não posso garantir para ninguém que exercerei essa atividade para o resto de toda a minha – assim espero! – longa vida, porque até lá pode acontecer muita coisa e eu inclusive posso descobrir novos ou velhos interesses que posso querer explorar. Mas, enquanto sou massoterapeuta, ou melhor, enquanto eu estiver exercendo aa minha atividade como massoterapeuta, faço questão de ser melhor sim, e por isso busco constante aperfeiçoamento nessa área.

Recentemente fiz um curso de acupuntura estética (fiz vários posts falando desse curso e dando dicas de beleza utilizando a acupuntura com agulhas ou sem), e, para ser sincera, neste momento não me sinto com vontade de trabalhar com isso. No futuro? Talvez, sei lá, não tenho como saber. Mas fiz o curso sim porque, enquanto massoterapeuta, enquanto pessoa que trabalha com a saúde das pessoas, saber disso é importante sim.

Ainda essa semana vou iniciar aqui no blog o Projeto Poliglota, que é um projeto voltado para a aprendizagem de idiomas. Não é um projeto onde vou ensinar idiomas, mas onde vou estar mostrando como estudo. Para algumas pessoas, pode ser mais útil estudar um único idioma até adquirir a fluência total, mas eu acredito que não somos totalmente fluentes nem no nosso próprio idioma. Por isso, para mim faz sentido sim aprender vários idiomas, ao invés de me dedicar a um único, porque nisso – assim como na maior parte das coisas – a aprendizagem é contínua. Eu não era fluente em inglês quando viajei para Londres ou para Dubai, e isso não me impediu de viajar e de ter feito o máximo com o mínimo de conhecimento que tinha. Se eu tenho 50 anos pra frente para aprender um único idioma, claro que nesses 50 anos vou poder falar com várias pessoas daquele idioma da forma mais fluente possível, mas também estarei me fechando para a possibilidade de conhecer outras culturas de pessoas que falam outro idioma, ou seja, para mim o mais importante nem é a fluência, mas conseguir me comunicar, o resto a gente vai aprendendo.

Não preciso ser especialista em tudo. Na verdade nem quero, até porque eu sei que, se viver até aos 140 anos, não vou ter tempo para aprender tudo aquilo que desejo.

Sugestão do Google pra você :

Como resolver problemas de acne com a acupuntura

Numa aula que fiz essa semana no curso de acupuntura estética facial aprendi que dá pra usar a acupuntura para fazer efeito botox, tratar acne, manchas e papadas, e até mesmo corrigir quando uma parte do rosto é diferente da outra.

Leia também o post que publiquei por esses dias: Fazendo curso de acupuntura estética facial – Medicina Tradicional Chinesa.

Como tratar o acne com acupuntura

Tratamento para acne

Nessa demonstração, o professor não usou pontos de acupuntura, mas usou as agulhas para cercar a área acneica.

Acne – acupuntura

Ele deu também uma dica que achei muito interessante – e sem agulhas! – que compartilho com vocês abaixo.

Como tratar o acne sem agulhas

Apesar da minha idade, parece que minha pele não quer se decidir se é madura ou adolescente, rs, porque tenho tanto rugas quanto acne.

Segundo as aulas que assisti, vi que não vai ser possível tratar as minhas rugas em volta dos olhos com as agulhas, pelo fato de eu ter fragilidade capilar, logo vou ter que procurar outro método que seja não- invasivo.

Uma pessoa que tem fragilidade capilar é aquela que, quando por exemplo bate com uma parte do corpo em algum lugar, fica logo muto roxa, meu caso. Desse modo, se eu fizer um tratamento para as rugas na área em volta dos olhos, muito possivelmente vou ficar com o olho roxo como se tivesse acabado de levar um soco. Como essa área dos olhos é muito vascularizada, não seria o ideal para mim.

Voltando à questão da acne. O professor explicou que, para reduzir o acne, o truque está no simples fato de esfriar o sangue. E como se faz isso? Simples, com alimentos ácidos e frios. Álcool não serve, porque é ácido mas é quente. Então á dica é adicionar à alimentação coisas como abacaxi, kiwi, alface, hortelã. Aliás, ele deu uma dica que acabei de testar no almoço de hoje, que é a de colocar hortelã no arroz, nunca tinha experimentado isso antes.

Sabe no que fiquei pensando agora? E aquele suco de abacaxi com hortelã, hein? Adoro, e agora tenho mais um motivo para fazer em casa.

Lista de cursos de acupuntura online

  • Acupuntura estética: Curso online de acupuntura estética com um dos maiores especialistas do Brasil.
  • Acupuntura para emagrecer: Focado no tratamento para perder peso através da acupuntura.
  • Acupuntura online com bônus: Neste curso, além de aprender acupuntura, o aluno aprende também sobre Shiatsu, Auriculoterapia básica e avançada, Cranioterapia e Reflexologia podal, e além disso também tem aulas de marketing digital e empreendedorismo para as pessoas que desejam fazer o curso e trabalhar com sucesso nessa área.
  • Auriculoterapia: sabia que é possível tratar mais de 200 doenças através de pontos nas orelhas? Por isso a Auriculoterapia tem se tornado cada vez mais conhecida e respeitada.
  • Acupuntura estética – em espanhol: Este é um curso muito interessante de acupuntura estética, porém é todo em espanhol. Se você compreende bem o idioma, é uma boa sugestão.
  • Medicina Tradicional Chinesa: Curso sobre os fundamentos da medicina tradicional chinesa, 5 elementos, movimentos, substâncias fundamentais, etc.
  • Curso de shiatsu: Apesar de o shiatsu ter origem japonesa, usa conceitos da Medicina Tradicional Chinesa, como os pontos de acupuntura, meridianos, 5 elementos, Yin e Yang, etc.
  • Terapia floral: Curso destinado a quem quer se tornar um terapeuta floral. A terapia floral é utilizada para ajudar a equilibrar emoções que podem estar em conflito.
Sugestão do Google pra você :

Como clarear o rosto, axilas e virilhas em casa – Dica profissional

Como clarear o rosto, axilas e virilhas? Eu te ensino e essa dica é profissional, que aprendi num dos cursos de depilação que fiz em Juiz de Fora.

Como clarear o rosto, axilas e virilhas em casa
Como clarear o rosto, axilas e virilhas em casa

Já reparou como o rosto da gente fica muito mais bonito quando usamos uma simples base? Isso acontece porque, ao passarmos a base no rosto, uniformizamos todo o tom da pele, escondendo vários subtons que ela adquire, seja em função de manchas ou do acne.

Agora, já ficou com as axilas ou virilhas escuras por causa da depilação? Horroroso, não é?

Mas eu vou te mostrar que você pode resolver qualquer um desses probleminhas em casa usando apenas 2 produtos!

E sim, a receita é a mesma, tanto para o rosto quanto para axilas ou virilhas.

Você vai precisar de:

A argila branca que uso é essa aqui, uso há muito tempo, adoooroooo:

Argila branca

O preço dessa argila ronda os 50,00 se calcularmos já incluindo o frete, mas vale muito a pena porque dura, dura, duraaaaa, porque a quantidade que usamos é bem pequena.

Como fazer a misturinha:

Eu já faço tudo de olho, mas vou dar uma base para vocês. Num recipiente de plástico ou vidro, adicionem meia colher de sopa da argila, aos poucos vão adicionando o soro fisiológico e misturando, não coloquem muito para não ficar ralo, basta ficar naquela consistência de quando fazemos uma massa para bolo por exemplo, nem rala mas com todos os ingredientes misturados.

máscara de argila branca
Máscara de argila branca

Acabou de preparar a misturinha, basta aplicar imediatamente na pele limpa. Quanto tempo aguardar? Outra coisa que também não costumo contar, na verdade vai depender se sua pele é seca ou oleosa, ou seja, pode depender de pessoa para pessoa. Mas é fácil saber: vai sentir a pele esticando um pouco – não é bem repuxando, você vai sentir que não vai poder mover a pele quando a argila seca -, aí você olha no espelho, viu que está tudo sequinho, basta lavar com água fria.

Sobre a quantidade de argila a ser utilizada, podem ir adaptando conforme a necessidade de vocês.

Quando começa a dar resultado? Já notamos uma ligeira diferença na pele na primeira aplicação, mas melhores resultados aplicando pelo menos 2 vezes ao mês.

Sugestão do Google pra você :

Depilação e massagens durante a pandemia (E o tal decreto do Presidente sobre salões de beleza, barbearias e academias)

Por causa de dúvidas nesse sentido, e também em função do decreto do Presidente sobre incluir academias, salões de beleza e barbearias como serviços essenciais, resolvi escrever esse post me manifestando e também esclarecendo algumas coisas.

Minha opinião – e não “devoção” – política

E antes de tudo, devo dizer que não tenho partido. Não votei no Bolsonaro, nunca votaria nele na minha vida – opção minha -, mas também não sou petista, não sou da campanha “Lula Livre” ou fã do Lula ou de qualquer outro político, pra falar a verdade.

Acho que se ele – o Lula – roubou, – o que parece que está bem claro, só não vê quem não quer -ele tem que ficar preso mesmo, assim como todos os políticos corruptos, aliás, não é querendo minimizar o fato não, mas acho que devemos pensar também que, muitos dos corruptos que estão presos ou que foram presos merecem sim continuar presos, mas há muitos outros que estão soltos por aí que nem por isso deixam de ser corruptos, são apenas corruptos que ainda não foram descobertos, ou que tiveram mais esperteza ou poder para esconder suas falcatruas.

Sem passar pano, por favor. Tinha muita corrupção no Governo do Lula, Dilma e adjacências? Cadeia neles. Só que isso não significa que apenas eles eram corruptos. Cadeia em todos.

Bicho, pensa num negócio: para uma pessoa chegar lá em cima, lá em cima do poder, ela muito possivelmente precisou pisar na cabeça de muita gente, dar benefícios e privilégios para uns – aos quais lhes interessavam – e, ao mesmo tempo, tirar benefícios e privilégios de outros, simples assim. Aí quem recebeu benefícios e privilégios diz “ó, que Governo maravilhoso”, porque foi beneficiado, e quem se ferrou vai achar que aquilo foi uma grandessíssima merda. E nessa coisa de avaliar o que é bom ou ruim, nunca entraremos num consenso porque, na maior parte das vezes, as pessoas só olham para o próprio umbigo.

Porque sim, podemos acusar os políticos de corruptos, e esconder o quanto que nós também somos corruptíveis. Vejo muita gente aos berros, batendo no peito, chamando Lula de ladrão – em momento algum estou dizendo que estão errados -, mas, muitas dessas pessoas, também não são os melhores modelos de honestidade porque, quando lhes cabe algum benefício, duvido que alguém vai dizer “ah não, não me dê esse benefício, dê para aquele outro ali que é mais pobrezinho do que eu”.

Independente de qual é o político que está no poder, quando chega um benefício para a sua classe, você pensa “nossa, que político bom”, mas você não olha para a outra classe que não recebeu benefício nenhum, ou que foi prejudicada.

Quer saber de uma coisa? Você acha que alguém está pensando no pobre? Você acha que esse alarde todo em volta do Coronavírus é por causa de uma grande preocupação com as pessoas mais vulneráveis? A maior pressão vem das empresas que estão perdendo bilhões, estes sim estão se sentindo prejudicados, estão arrancando os pêlos do ânus à pinça de tanto desespero, ninguém está querendo saber do povo pobre que pode morrer, ou do povo pobre que, ao ser contaminado, só terá como opção o SUS, não terá como se isolar porque vive numa casa pequena no alto da favela com mais sei lá quantas pessoas em casa.

Aconteça o que acontecer, o rico pode perder uns bilhões mas continuará comendo salmão, continuará sem saber o que é ter o serviço público de saúde como sua única opção, continuará sem saber o que é faltar arroz com feijão na mesa. Aí vocês ficam todos aí, puxando o saco de políticos – Bolsonaro, Lula, Dilma, o que for – como se fossem deuses, como se fossem os donos absolutos da verdade, mas no prato deles não falta comida não.

Não estou dizendo que nenhum político presta, ou que odeio todos os políticos. Na vida há pessoas boas e pessoas más. Há massoterapeutas bons e massoterapeutas maus, garçons bons e garçons maus, advogados bons e advogados maus, políticos bons e políticos maus. Há, inclusive, pessoas que entram na política cheia de idealismos e de sonhos, que são movidas por este sonho de oferecer serviço à população. Alguns deles ingenuamente, inclusive, sem saber da grande engrenagem que manipulará seus atos e os seus ideais mais nobres e altruístas.

Eu compreendo perfeitamente que o Bolsonaro vive debaixo de muita pressão, porque tem muita oposição, uma oposição fortíssima. Eu consigo ver que o homem – o Presidente – não consegue fazer nada, porque, quando ele pensa que está dando dois passos para a frente, vem alguém criticando o que ele fez, o que o obriga a dar três passos para trás.

Compreendo também – e sinto até alguma pena dele ao dizer isso – que, quando chegou no poder, esse homem só pegou “rabuda”. Bicho, pensa no ano passado, foi só tragédia atrás de tragédia, como dá para um político pensar em fazer algo, ou em dar prosseguimento a algo, se constantemente acontece alguma emergência que o obriga a parar tudo aquilo que estava fazendo?

E agora, além de todas as tragédias do ano passado, vem o Coronavírus que é algo inédito, nenhum outro presidente teve que lidar com uma situação dessa, é algo novo, completamente novo.

Se não me falha a memória – sim, ela pode falhar e pode ser que eu esteja dizendo besteira -, no ano passado, neste mesmo mês, a preocupação do Presidente era o povo indo à rua para reclamar dos cortes para a Educação, aí ficava aquela guerrinha estilo quinta-série, uns num dia reclamando dos cortes na Educação, outros num outro dia indo pra rua pra apoiar o Presidente, tipo “vamos ver quem ganha em número de público ou em quem se cansa mais rápido”. E agora, um ano depois, essa pandemia, e se tem uma vantagem para os políticos nisso – eu sei, um deboche desnecessário – é que com a pandemia as pessoas já nem podem ir à rua para fazer manifestação, seja contra ou a favor de qualquer coisa.

Ou seja, consigo compreender tudo isso. Só que, quando a gente critica alguma coisa do Bolsonaro – coisas que eu por exemplo criticaria em qualquer outro presidente ou partido -, muita gente vem achar que é conspiração, e não é, é sensatez, é ter senso crítico, é não fechar os olhos e nem ser convivente com aquilo que não me parece justo e nem mesmo inteligível.

E com este olhar frio de quem não tem partido e nem endeusa políticos, que digo que o Bolsonaro tem sido sim, muito insensível e também irresponsável em relação ao Coronavírus. E o que estou falando dele falaria de qualquer outro político que fizesse o mesmo.

O Coronavírus na Europa, segundo as minhas amigas

A recomendação da OMS é clara: não saia de casa. Muita gente já morreu, e muita gente vai morrer ainda. Espero que não seja você e nem eu.

Tenho conversado com as minhas amigas que moram na Europa. (Como alguns já sabem, tem mais de 2 meses que não assisto tv, para não contaminar a minha vibração energética; minhas fontes de notícia são os sites da internet e, principalmente, as pessoas que conheço pessoalmente, que me contam sobre como estão as coisas de fato e o impacto na vida delas).

A minha amiga que mora em Portugal, com quem falo diariamente, me contou que Portugal foi o país com menos infectados na Europa. Que o número de infectados está diminuindo e que pouco a pouco já começa-se a ver uma previsão de que as coisas voltem à “normalidade” (com muitas aspas, porque sabemos que nada vai voltar a ser como antes, fora que, o que precisamos, não é voltar a ser como antes, mas voltar melhores do que antes). Salões de beleza, por exemplo, voltaram a abrir faz poucos dias (com todos os cuidados e com muitas restrições, entra uma ou duas clientes por vez), isso porque os índices estão apontando para a diminuição do vírus. Porém, o Governo diz que não terá medo de voltar atrás: se notar que essa diminuição nas mortes e infectados não continua, volta a fechar tudo de novo. Humildade. Sensibilidade. Responsabilidade. Só estão abertos porque os gráficos indicam essa diminuição, mas, se aumentar, é pedir desculpas e corrigir, fechar tudo de novo, ao invés de fingir que não teve culpa nenhuma, estilo “E daí? Vão morrer mesmo”.

A minha amiga da Suíça me diz que já quase não existe o vírus por lá. Que as pessoas já estão voltando ao trabalho, que algumas crianças já estão voltando às escolas. A única coisa que está terminantemente proibida, neste momento, é viajar. Afinal de contas, se alguém viajar, poderá trazer de novo o vírus de um país ainda infectado. Então, nada de viajar por enquanto. Mas a situação está melhor, bem melhor, já não vivem apavorados como no princípio. E se houve essa evolução, e se hoje estão todos mais tranquilos, é porque se cuidaram muito bem no início, quando tudo começou.

Só que, aqui no Brasil, se passa o contrário. La viram que o número de infectados foi só diminuindo e por isso resolveram ir voltando aos poucos com algumas atividades. Aqui, o número de infectados e de mortos só aumenta e o Presidente vem dizer para abrir salões, barbearias e academias, e, se alguém morrer, “E daí, vai morrer mesmo, o que quer que eu faça?”

Dia desses um conhecido meu veio falar comigo no direct do Instagram e fiquei em choque. Ele me dizendo que todos vão se contaminar, só não será tudo de uma vez, está sendo aos poucos, gradualmente, mas no fim todos têm que se infectar porque, se todos não se infectarem, o vírus não vai embora. Achei estranho porque era a segunda vez no dia que ouvia a mesma coisa estapafúrdica de uma pessoa diferente. Como não assisto tv, estava por fora da fala do Presidente.

Como assim? Não estão vendo como estão acabando com o vírus em outros países? Não estão vendo as medidas que estão tomando para acabar com o vírus em outros países? Por que aqui tem que ser diferente? Por que aqui tem que todo mundo se infectar?

Não descartando quaisquer qualidades que o presidente possa ter, venhamos e convenhamos: ele não é dono da verdade, ele não é médico. Ele só é, como o próprio se define, alguém com “histórico de atleta”. Desculpe, senhor presidente, mas nem todo mundo aqui tem histórico de atleta não. Aqui uma boa parte se alimenta mal, e daquilo que come, quando come, vem tudo com agrotóxicos. Aqui uma boa parte depende do SUS, ao contrário do senhor. A maior parte de nós não pode se gabar de ter a melhor saúde do mundo, com uma imunidade perfeita, porque nossa qualidade de vida não pode ser comparada à qualidade de vida que os mais privilegiados têm.

Se na Suíça fizeram todos os esforços para que agora a situação esteja começando a se normalizar, deveria significar que, aqui no Brasil, deveríamos fazer o dobro de esforços, até porque deveríamos levar em consideração de que o Brasil não é a Suíça, lá ninguém anda em ônibus parecendo uma sardinha em lata, ou tem que conviver com tanta aglomeração como aqui. E não disseram que o vírus não sobreviveria ao calor? Então por qual razão que na Suíça o vírus está acabando enquanto que aqui está só aumentando?

“Mas se o povo não morrer de Corona, vai morrer de fome”, me disseram, e isso também é uma grande verdade, porque, quando a comida acaba, todo mundo começa a entrar em desespero querendo começar a trabalhar (se bem que, no caixão, não importa muito quanto dinheiro você ganhou e, mesmo que não morra, o dinheiro que ganhou pagará o tratamento ou os gastos com o isolamento de alguém que não vai querer infectar a sua família mas que não tenha outra opção de um lugar para ficar?). Porque enquanto que muitos países logo ofereceram ajuda para que as pessoas ficassem em casa, aqui no Brasil o auxílio emergencial está uma tremenda bagunça. Alguns já receberam, muitos não receberam ainda. Inclusive, muita gente que não precisava já recebeu também, eu precisaria de um novo textão só pra falar dos casos que conheço, aí vão me dizer que não existe corrupção, que todo mundo é honesto, bora lá colocar a culpa no Lula como sempre porque é mais cômodo. Ou seja, se o pobre fosse prioridade, não estaria essa enrolação toda para pagar o auxílio, e não vem me dizer que o Governo não tem dinheiro, porque, quando é do interesse, surge dinheiro do Brasil até para oferecer ajuda internacional, por que não pedir ajuda agora? O Trump, de quem se puxa tanto o saco, é com certeza um grande administrador, um homem que sabe multiplicar dinheiro, mas nada humanista. E com o Corona, de que vale todo esse dinheiro, e essa preocupação com milhões e bilhões, quando as pessoas estão morrendo? Quantas mais precisam morrer? Parece que, só quando morrerem pessoas das suas próprias famílias que as pessoas entenderão a gravidade da situação.

Meu trabalho como massoterapeuta e depiladora

Falar sobre o meu trabalho como depiladora e como massoterapeuta é um pouco diferente de falar de salões, porque meu serviço é individual e individualizado, ou seja, eu trabalho sozinha, para mim, e atendo apenas um cliente por vez, não há aglomeração em hipótese alguma, nem mesmo sala de espera, porque minhas marcações são feitas com 2 dias de antecedência. E estou dizendo isso como algo padrão mesmo antes da pandemia.

Mas quer dizer que não tem risco, risco nenhum? Quer dizer que eu poderia atender de boa, que eu não precisava ter ficado de quarentena já há mais de 2 meses? Analisemos!

Vou começar falando sobre a depilação:

  • Com pandemia ou sem pandemia, o material é todo esterilizado e os produtos são descartáveis;
  • não trabalho num salão movimentado, onde entra e sai gente o tempo todo. Trabalho na minha casa, meu atendimento é individual, tudo sempre com hora marcada com 2 dias de antecedência, e, mesmo com hora marcada, nunca é um cliente praticamente a seguir ao outro;
  • tenho álcool gel e máscara e, com pandemia ou sem pandemia, utilizo luva para fazer a depilação e a maca é sempre coberta por um papel descartável, que é jogado fora logo terminado o atendimento;
  • mesmo antes da pandemia, já morava sozinha, saio pouquíssimo, 90% do meu convívio se resume aos meus cachorros.

Agora, sobre a massagem:

Bem, a massagem é uma coisa um bocadinho mais complicada, porque envolve toque. Se a OMS não aconselha nem o aperto de mãos, imagina então uma massagem!

E massagem não é algo – pelo menos a maior parte delas – que eu possa fazer com luvas, ou seja, sem ter contato da minha pele com a pele do cliente.

Levando em consideração tudo o que falei acima a respeito da depilação, em relação à massagem, posso atender apenas no caso de duas massagens relaxantes, que são a vibroterapia e a massagem com pedras quentes, porque ambas posso fazê-las utilizando luvas descartáveis. No caso da vibroterapia, se trata de um aparelho profissional de massagem, que funciona com vibração e infra-vermelhos – falei sobre esse aparelho aqui e até recomendo a compra dele para o caso de quererem fazer automassagem em casa -, os adaptadores que entram em contato com a pele são esterilizados antes e depois de cada atendimento, no caso das pedras idem. Não cito aqui a bambuterapia porque não sabemos se esse vírus não penetrará na madeira, por isso não estou incluindo a massagem com bambus, apesar de também ser uma massagem que eu poderia fazer utilizando luvas.

Claro que, ao falar isso com as pessoas que me procuram pedindo uma massagem, ninguém se anima, dizendo que o que querem é a tal massagem convencional com o contato da mão, mas eu tinha que fazer esse post para esclarecer.

Qual o risco?

Não creio que uma pessoa possa se contaminar fazendo a depilação aqui, dado o que referi acima (materiais descartáveis, uso de luva e de máscara, atendimento de um cliente por vez com hora marcada, etc), mas claro, uma pessoa pode já vir da rua trazendo esse vírus (mesmo sem saber). Daí, como durante a depilação usarei luva e máscara, material será esterilizado antes e depois, produtos são descartáveis e etc., esse vírus não passará para mim ou para o meu material, porém poderá ficar pela minha casa por onde a pessoa tocou, o que vai requerer de mim um cuidado maior, passando álcool gel em todos os lugares por onde a pessoa possa ter tocado. Levando em conta que só atendo por hora marcada, e que nunca é um cliente depois do outro, tenho tempo suficiente para fazer toda essa limpeza antes e após a saída do cliente.

Em relação à massagem com vibroterapia ou pedras quentes, é o mesmo. Não enfio a mão no creme para passar na pessoa, e depois volto com a mesma mão nesse creme contaminando-o. Utilizo uma pinça descartável para pegar esse creme, já o óleo basta pingar sem haver contato.

Todavia, mesmo com todos esses cuidados, ainda há o risco sim de a pessoa já vir com esse vírus, seria e é de total irresponsabilidade qualquer pessoa garantir a 100% que está livre do vírus, porque não está.

As pessoas chegam no supermercado e tentam – quando é possível – manter um distanciamento de um metro e meio, mas tocam em coisas que não sabem se estarão contaminadas. Ao contrário das pessoas que moram sozinhas como eu- que creio ser uma minoria no país -, a maior parte das pessoas têm famílias, ou seja, no mercado até podem ter um distanciamento de um metro e meio das outras, mas quando chegam em casa estão todos perto – como seria possível o contrário, quando a maior parte das casas são pequenas? -, ou seja, você até pode garantir que se cuidou, que usou máscara, que passou álcool gel nas mãos sempre que foi à rua, mas você não pode garantir o mesmo em relação a todos os que moram com você, porque você não esteve com eles 24h por dia.

Sou aquele tipo de pessoa que gosta de trabalhar, que ama trabalhar, que é viciada em trabalho. Está difícil para todo mundo, todo mundo tem conta para pagar. Mas qual o impacto da declaração de um presidente, que afinal é o nosso representante maior? Mesmo com a consciência do vírus, uma hora nos veremos obrigados a trabalhar, afinal o presidente mandou. Se ele mandou, não estamos trabalhando porque não queremos, porque somos vagabundos, porque queremos mamar nas tetas do Governo (como se o Governo já tivesse me dado alguma coisa nesse tempo). Vai chegar uma hora que começará a pressão, seja por parte dos clientes, seja lá por onde for, porque, se todo mundo está trabalhando, se até os salões lotados estão funcionando, por que você não está?

Mesmo usando luvas, já pensou no quanto é mais complicado tirá-las? Porque se você tira uma luva com uma mão, e com a mão sem luva vai tirar a outra que está com luva, se essa luva entrou em contato com a pessoa que atendi, e se essa pessoa estava infectada – mesmo sem saber, claro -eu acabei de entrar em contato com o vírus.

Por isso que o ideal, o ideal mesmo, era só voltar a trabalhar quando tudo estivesse seguro. Quanto mais serviços são tidos como “essenciais” – quando de verdade nem são, porque ninguém morre por falta de massagem, tem gente que nunca fez uma massagem na vida e nem por isso morreu -, maior a circulação de pessoas, maior a propagação do vírus.

Comparo o Coronavírus com a questão do HIV – com a diferença de que o HIV se pega por agulhas infectadas e relações sexuais desprotegidas e de também não ser um vírus que se pega através do contato social. Comparo no sentido de as pessoas sempre baterem no peito que não têm nada, mesmo quando nunca fizeram um exame de sangue. Porque, se eu caísse nessa conversinha das pessoas de que dizem que não têm nada, hoje aos 40 anos eu estaria cheia de doenças e com no mínimo uns 9 filhos pra criar.

Em relação ao Corona, claro que a procura pelos meus serviços reduziu logo, e não foi de agora, foi logo no princípio. Não é só por causa do Corona em si, mas porque, quando há qualquer tipo de crise, todos os serviços considerados não-essenciais são os primeiros que são prejudicados. Claro, se a sua renda está ou vai ser comprometida, não faz sentido você agora ir fazer uma massagem, mas sim comprar arroz com feijão, pagar aluguel. etc. E mesmo quando a questão não é financeira, o fato é que estaremos preocupados com questões muito mais primordiais do que se a raiz do meu cabelo já está precisando de pintar ou se a depilação está em dia. Que eu saiba, nunca ninguém morreu por não ter feito as unhas.

E um detalhe: em tempos de Corona, dólar altíssimo, alguns produtos até em falta, trabalhadores da estética precisarão aumentar o valor dos seus serviços porque os produtos agora estão mais caros também.

Quando se fala em serviços essenciais e não-essenciais, creio que eu e o senhor presidente não entramos num acordo. Muito possivelmente porque eu e ele viemos de situações de vida muito diferentes. Eu sei por exemplo o que é passar fome, ele eu já não sei se sabe o que é isso. Claro que a atividade física é importante, mas ninguém precisa exatamente da academia para isso, quem precisa da academia aberta são os donos dela e os seus profissionais. Vamos fazer ginástica em casa? Tem um monte de gente fazendo live ensinando. Barbearia? E vocês não notaram que os homens brasileiros ficaram bem mais bonitos depois que veio a moda das barbas, e que até uns homens que eram feios começaram a ficar bonitos com isso? E mesmo que fiquem feios, ficar feio não mata ninguém, ou mata?

Prosperidade não é ter dinheiro. Há pessoas que são ricas mas a única coisa que possuem é o dinheiro. Ter dinheiro de nada serve se lhe falta o fundamental. Você pode ter dinheiro e não ter prosperidade. Este é um novo tempo para avaliarmos isto.

O que não compreendem é o seguinte: a ideia de privar as pessoas do não-essencial não é para castigá-las, é para não aumentar a propagação do vírus e, consequentemente, podermos estar livres dessa situação o quanto antes possível, tal como já está começando a acontecer em outros países.

Posso sim, atender as pessoas como antes, porque aqui não tem aglomeração, porque os materiais são descartáveis, porque todos os cuidados são tomados, e no caso da massagem porque tenho a opção da vibroterapia. Mas, mesmo com o decreto do presidente, se eu voltar a atender como antes, comunico aqui que, terminantemente, enquanto o vírus no Brasil não acabar, me recusarei a atender na minha sala pessoas com mais de 60 anos de idade. Não é nada contra vocês, muito menos um preconceito, pelo contrário, um ato de amor e de proteção. Apenas não quero ser mais uma dessas pessoas que num momento crítico como este as estimula a sair de casa. Considero que a massagem e a depilação são muito importantes sim, mas, como ninguém morre por falta disso, não são essenciais, a meu ver. E não sendo essenciais, este é o meu posicionamento.

Sugestão do Google pra você :

Fazendo curso de acupuntura estética – Medicina Tradicional Chinesa

Curso de Acupuntura – Medicina Tradicional Chinesa, mais um curso que estou fazendo, te conto nesse post.

Se não tenho nervoso de agulhas? Pra falar a verdade, tenho um bocado de nervosinho sim. Mas bem pouco em relação ao enorme nervoso que antes tinha. Antes, eu não conseguiria nem ao menos ver essas fotos.

Muita coisa na vida é questão de hábito também. Antes, por exemplo, eu tinha nervoso e até mesmo nojo de muitas coisas, principalmente relacionadas com sangue. Não poderia nem assistir CSI que fechava os olhos na hora que analisavam os corpos dos mortos, mesmo sabendo que era ficção e que o que mostravam era apenas um bom trabalho de maquiagem de caracterização.

Mas quando fiz o curso de cuidador de idosos (veja aqui uma lista de cursos de cuidador de idosos) e fui trabalhar nessa área, passei por situações em que o meu nervoso, ou o meu nojo, certamente não eram bem-vindos. Aí eu descobri que, naquela situação de emergência, em que era realmente necessária a minha ajuda, eu sabia simplesmente esquecer o meu nervoso ou o meu nojo, como se eles nunca tivessem existido. Porque quando uma coisa é apenas na teoria, fica fácil eu sentir nervoso, mas, numa situação em que a vida de uma pessoa e o bem-estar dela dependem mesmo de mim, não fica claro o quanto que o meu nervoso ou o meu nojo são fúteis?

Imagem acupuntura estética
Acupuntura estética

Por que estou fazendo curso de acupuntura estética facial?

Pelo menos a princípio, não tenho a mínima intenção de trabalhar com a acupuntura estética. Por que estou fazendo o curso então?

Pra começar, para ter uma base, uma boa base aliás. Algumas profissões, a gente pode fazer um único curso e já sair atuando; eu já acho que, no caso da acupuntura, e sendo este apenas o primeiro curso que estou fazendo nessa área, é muito cedo para sair enfiando agulha nos outros.

Mas acho muito, mesmo muito importante estar fazendo agora um curso como este, ainda mais sendo eu massoterapeuta e trabalhando como massoterapeuta desde os últimos anos até aos tempos atuais. (Veja alguns cursos de massoterapia bem interessantes aqui).

Primeiro porque, se um dia eu decidir fazer um outro curso de acupuntura, eu já não estarei crua, já saberei muita coisa, conhecerei muito mais sobre o assunto e sentirei mais segurança (inclusive podendo, neste novo curso, tirar as minhas dúvidas e fazer perguntas mais inteligentes).

Em segundo lugar porque, aprender sobre acupuntura, me trará muitos conhecimentos novos que me acrescentarão nos trabalhos da área da saúde, assim também como para a minha vida pessoal.

O que estou aprendendo neste curso sobre a Medicina Tradicional Chinesa?

Lembro que, alguns anos atrás, quando vivia em Portugal, cheguei a me interessar a fazer um curso de Medicina Tradicional Chinesa. Entretanto era um curso longo, muito longo, durava 3 ou 5 anos, não me lembro, com muitas horas de aula diárias, acabei desistindo porque não teria tempo, e por isso acho muito bacana voltar a ter interesse por este tema agora.

Este curso tem sido muito interessante porque, primeiro, a Medicina Tradicional Chinesa não trata apenas uma coisa só. Digo, ela não trata apenas por exemplo a ruga, mas a causa dessa ruga. Trabalha-se, portanto, o verdadeiro conceito de que a beleza vem de dentro para fora.

Já reparou que tem gente que tem rugas horizontais, outras que têm rugas verticais, outras que possuem rugas praticamente vincadas como se parecessem cicatrizes, e ainda outras que possuem muita flacidez? Já parou pra pensar que essas rugas podem não ser unicamente uma consequência da idade, e sim uma consequência individual do estilo de vida – tanto na parte física quanto emocional – de cada pessoa?

Aprendi nesse curso, por exemplo, que a maior parte das rugas são causadas por desequilíbrios, e que a maior parte dos desequilíbrios estão ligados com o baço. Por isso que, na acupuntura, não vai se tratar apenas essa ruga específica, mas também o baço, ou aquele que for o causador principal daquela ruga específica.

Até o formato das fezes pode definir, por exemplo, se o problema que a pessoa tem é por causa de um desequilíbrio no baço, no fígado ou no intestino. Ou seja, não é um curso apenas sobre pontos de aplicação de agulhas, mas, sobretudo, um curso para conhecermos melhor a nossa saúde.

Curso de acupuntura
curso de acupuntura online

Neste momento estou mais ou menos na metade desse curso, em breve volto a falar mais sobre este assunto por aqui. A quem se interesse, deixo abaixo uma lista de cursos online relacionados com o tema da acupuntura.

Cursos de acupuntura online:

  • Acupuntura estética: Curso online de acupuntura estética com um dos maiores especialistas do Brasil.
  • Acupuntura para emagrecer: Focado no tratamento para perder peso através da acupuntura.
  • Acupuntura online com bônus: Neste curso, além de aprender acupuntura, o aluno aprende também sobre Shiatsu, Auriculoterapia básica e avançada, Cranioterapia e Reflexologia podal, e além disso também tem aulas de marketing digital e empreendedorismo para as pessoas que desejam fazer o curso e trabalhar com sucesso nessa área.
  • Auriculoterapia: sabia que é possível tratar mais de 200 doenças através de pontos nas orelhas? Por isso a Auriculoterapia tem se tornado cada vez mais conhecida e respeitada.
  • Acupuntura estética – em espanhol: Este é um curso muito interessante de acupuntura estética, porém é todo em espanhol. Se você compreende bem o idioma, é uma boa sugestão.
  • Medicina Tradicional Chinesa: Curso sobre os fundamentos da medicina tradicional chinesa, 5 elementos, movimentos, substâncias fundamentais, etc.
  • Curso de shiatsu: Apesar de o shiatsu ter origem japonesa, usa conceitos da Medicina Tradicional Chinesa, como os pontos de acupuntura, meridianos, 5 elementos, Yin e Yang, etc.
  • Terapia floral: Curso destinado a quem quer se tornar um terapeuta floral. A terapia floral é utilizada para ajudar a equilibrar emoções que podem estar em conflito.
Sugestão do Google pra você :

Meu dia das mães em família

Acordei com uma mensagem da minha mãe me convidando para almoçar lá. Depois fiquei trocando mensagens com uma amiga minha de Portugal, e como eu dizia para ela, não ia almoçar com a minha mãe hoje não, não tinha acordado muito bem, andei muito stressada nos últimos dias, mudei de internet, contei aqui toda a novela do meu stress, estava bem cansada.

Há datas que são dias importantes sim, com certeza, mas não mais importantes do que o dia-a-dia. Já tinha almoçado com a minha mãe umas 3 vezes durante essa semana, melhor ela ter um descanso também, até porque ela saiu cedo para ir para o culto – não está tendo culto para o público, era um culto online, mas ela tinha que ir lá porque tinha uma hora que seria ela a falar – e depois ainda ia voltar e ter que fazer almoço, melhor era almoçar tranquila com o meu padrasto, depois ter um merecido descanso. Então o que fiz foi durante a manhã assistir o tal culto onde ela falaria, e enviar também por ali as minhas felicitações, creio que ela ficaria bem mais feliz com isso, afinal toda mãe quer que seu filho ouça a palavra de Deus.

E então passei o dia em casa, aquele dia frio, aquela preguiça de me arrumar, aquela vontade de permanecer com cara de mulher que está de resguardo após ter parido tri-gêmeos, aquele chinelo e meia que contrariam a ideia de que no inverno nos vestimos melhor, aquela meia que pra falar a verdade eu nem sabia se era o par certo da outra, rs.

Passei parte da manhã lavando roupa e lavando louça, querendo fazer tudo o que envolvesse água, fazendo os trabalhos domésticos para depois, pretendia eu, ir para debaixo das cobertas quentinhas, levar o notebook para o colo, atualizar meus blogs, responder as mensagens do zap, assistir às aulas do novo curso, etc.

Só que então minha mãe me manda mensagem dizendo que fez um bolo, levaria para a casa da minha avó, que minha avó insistiu que eu fosse, aí não teve jeito: tive que me arrumar – ou mais ou menos isso – e ir para lá, porque, se eu me enfiasse debaixo das cobertas, de lá só sairia no dia seguinte.

Me ajeitando para ir para a casa da minha avó
Me ajeitando para ir para a casa da minha avó.
Bolo que a minha mãe fez para o dia das mães
Bolo que a minha mãe fez para o dia das mães

Claro que, para ir para a casa da minha avó, tomamos todos os cuidados. Máscara, álcool em gel, e óbvio, tiramos os sapatos para entrar na casa dela.

Hora do bolo
Hora do bolo

Foi uma comemoração muito boa. Rapidinha, mas muito boa. Família é a nossa base de tudo. Na foto abaixo, com minha mãe e meu padrasto.

Com minha mãe e meu padrasto
Com minha mãe e meu padrasto

Abaixo, com minha voinha e minha tia caçula.

com minha avó e minha tia
Minha avó e minha tia caçula

E claro que, para finalizar o dia, passei com os meus próprios filhos, porque eu também sou mãe, coisa. Filhos de patas, mas, ainda assim, filhos de coração. Se tudo o que faço por eles não for coisa de amor de mãe, então amor de mãe não existe. Porque, apesar de serem cachorros, e apesar de não terem vindo de dentro de mim, é um amor incondicional sem tamanho.

Amor de mãe é querer sempre a felicidade dos seus filhos? Então eu tenho isso por eles. Amor de mãe é ser capaz de abdicar do próprio conforto ou das próprias vontades em função dos filhos? Então eu tenho isso por eles. Amor de mãe é tirar da sua própria boca para dar aos filhos? Quantas vezes! Amor de mãe não é ficar a madrugada inteira cuidando quando ficam doentes, morrendo de agonia e preocupação? Quantas! Mãe não é aquela que briga quando fazem algo errado, mas que também se alegra pelo simples fato de estarem saudáveis? Eu só não vou ter o orgulho de dizer que meus filhos entraram na universidade, ou o profundo desgosto de ver um filho roubando as coisas dentro de casa pra poder comprar cocaína, mas, tirando uma ou outra coisa, as dores e as delícias são as mesmas como a de qualquer mãe.

Sugestão do Google pra você :

Mudando de internet – 7 anos de insatisfação com a Oi

Andei uns dias desconectada porque estava mudando de internet. Se tem uma coisa boa na quarentena – entre outras, claro! – é que a gente começa a questionar aquilo que é realmente importante, básico, essencial, e aquilo que não é. Ficar passando perrengue com a Oi, definitivamente, era algo que eu não queria mais.

Essa novela já começou há 7 anos atrás, quando me mudei para o Brasil. Infelizmente, onde moro, não há muitas opções. E na época, quando me mudei para o Brasil, nem mesmo as redes de celular pegavam aqui (hoje pega a Vivo, pelo menos, mas onde moro apenas ela, já no centro da cidade pega as outras).

Pois bem. Acabando de chegar de Portugal, sem nem mesmo um celular por onde as pessoas podiam falar comigo, e ainda com coisas para resolver (tinha por exemplo mandado coisas de lá que chegariam por navio, e que podiam chegar a qualquer momento), claro que eu precisava de telefone e de internet, por isso logo fui na Oi para pedir para me instalarem uma linha telefônica (sim, telefone fixo, aquela coisa que ninguém usa mais) e internet aqui.

Agora sabe quanto tempo que demoraram para vir instalar, isso eu tendo que ter o trabalho de ir na casa da minha avó constantemente para ligar reclamando? Quase 4 meses! Sim, eu precisando de telefone e de internet para resolver uma pá de coisas, e demoraram isso tudo para virem instalar.

Tudo bem, comecei a utilizar o serviço, mas, constantemente, reclamação, tinha sempre que reclamar. E vocês sabem, reclamar não é uma atividade prazerosa, é stressante, é chato, angustiante, e pra mim tudo era novo, esse negócio de ter que ficar anotando protocolo, sendo enrolada na linha, espera, espera, espera, pra demorar uma vida e meia para resolver a situação.

Eu vinha de uma outra realidade. Quando morava em Portugal, já tinha anos que usava a internet por fibra ótica em casa, nunca tive que ligar para reclamar do serviço, preço excelente, e mesmo fora de casa eu também nunca fiquei sem internet porque lá tem internet em praticamente todos os lugares, a rede móvel excelente também. Eu estava habituada, ficar sem internet não era algo normal para mim.

Eu sei que quando a gente fala essas coisas, as pessoas dizem “Ah, mas você estava em Portugal, Europa é outra coisa”, sim, é outra coisa mesmo, mas isso não é motivo para nos conformarmos com muitos dos serviços ou produtos “bosta” – sim, sorry, tenho que usar essa palavra – que nos oferecem por aqui. É injusto, é indigno, não merecemos ser tratados desse jeito, não somos piores que os europeus ou que quaisquer outras pessoas da face da Terra, e pagamos caro pela maioria dos produtos e serviços, portanto o que merecemos, no mínimo, é estarmos satisfeitos com aquilo que pagamos.

Existe um conformismo claro, que a mim não pertence. Comparo isso com o hábito de assistir tv: a pessoa assiste tv todos os dias, é bombardeada por notícias ruins o tempo todo, então morre gente, vê tragédias acontecendo, e isso vai se tornando completamente “normal”, ela nem sente. Falo isso porque tem mais de 2 meses que não assisto tv, comecei antes da quarentena, e creio que talvez por isso eu esteja mais calma que a maior parte das pessoas, porque procuro notícias sim, quando quero, na internet, mas não sou assaltada o tempo todo por elas.

Da mesma forma que acontece com a contaminação da tv, que a pessoa é contaminada por notícias e nem percebe, e vai achando tudo normal, é o que acontece aqui com a má qualidade dos serviços, assim como com todas as situações injustas e indignas. A pessoa vê que reclamar não adianta, a pessoa vê que “ah, é assim mesmo”, e acaba aceitando.

Uns meses atrás, um cliente meu, advogado há muitos e muitos anos, dono de um escritório de advocacia onde também há muitos advogados, me contou sobre um problema que estava tendo com a Oi. Erro deles, claro, e ele sabia disso, sabia disso muito bem. Ele podia reclamar, ele podia resolver a situação, mas decidiu ir pelo caminho mais fácil, que foi pagar o que pediam, mesmo sendo um pagamento injusto, errado, desnecessário, porque daria menos trabalho pagar logo aquilo – mesmo sendo injusto, errado, desnecessário – do que entrar numa briga pelos seus direitos. Agora veja: se um advogado opta por isso, o que não diremos do comportamento do cidadão comum?

E é assim que a coisa vai andando. Porque, da mesma forma que optamos por ser contaminados pela televisão, consciente ou inconscientemente também optamos por sermos tratados de forma injusta e indigna. Porque dá tanto trabalho, mas tanto trabalho resolver as coisas da forma certa, que muitas vezes optamos por pagar para não ter trabalho.

Quantas e quantas vezes, por exemplo, fiquei sem o serviço – telefone mudo que demoraram a vir consertar, internet que não voltava, etc -, mas, na fatura do mês seguinte, não cobraram o mesmo valor como se tivessem me prestado um serviço sem problemas? Eu sei que, se ligasse, muito possivelmente iriam corrigir a fatura para eu pagar o valor correto daquilo que eu realmente utilizei, mas… ah, só de ficar um tempão ouvindo o Eduardo, digite 1 pra isso, digite 2 para aquilo, e passa de atendente para atendente, etc… bicho, dá menos trabalho pagar, aí a gente vai deixando pra lá um monte de coisa, e aceitando tais injustiças.

Ou seja, não foi uma e nem duas, foram inúmeras as situações. E qualquer coisinha que você tem que reclamar, demora uma pá de tempo para resolver. E tudo stressa, sei que os atendentes não têm culpa, mas coitados, acabo descarregando neles, porque sei que a ligação é gravada e portanto tenho que manifestar a minha indignação. Claro que digo “ó, eu sei que o problema não é com você, é com a empresa, mas eu tenho que falar”, e saio soltando os cachorros mesmo, porque, apesar de começar a conversa com alguma paciência, a série de procedimentos, a demora, a enrolação, tudo isso vai me irritando ao longo da chamada.

Pouco mais de um mês atrás, por exemplo. Liguei para a Oi, e nesse caso nem era para mim. Era porque a minha mãe estava sem telefone, ela mora na rua abaixo da minha, o telefone dela não estava funcionando, e ela depende bastante do telefone fixo para falar com a minha avó todos os dias – que não sabe usar celular – e com a sogra dela que mora na Alemanha, que só liga para o fixo dela. Bicho, claro que a gente já tinha desconectado todos os cabos e conectado de novo, feito todos os procedimentos, mas, toda vez que liga, os atendentes nos obrigam a fazer tudo de novo, quando a gente já fez e viu que o negócio não voltou a funcionar. Claro que não é culpa do atendente, ele só está seguindo o procedimento que foi passado, mas, se eu ligar 10 vezes, se falar que já fiz o procedimento, 10 vezes falam para fazer o mesmo, antes disso não enviam o raio do técnico. Aí enfim enviaram o técnico, o problema era na central e não na casa da minha mãe, mas, dias depois, voltou a ter o mesmo problema, tive que ligar de novo, informei que o técnico já tinha vindo, mas que o problema tinha retornado, mas a atendente não podia solicitar a volta do técnico se eu não despencasse da minha casa e fosse até à casa da minha mãe para fazer os testes novamente. E a culpa é de quem? Da empresa, claro, que não quer enfiar a mão no bolso para oferecer um serviço decente. Da empresa, que quer economizar e por isso não deve ter o número suficiente de técnicos, e aí fica instruindo os atendentes para fazerem de tudo para que não tenham que deslocar um técnico ao local. Como se não pagássemos caríssimo pelos serviços já.

Bem, nem preciso dizer mais. A questão era que, frequentemente, era obrigada a ligar para a Oi para reclamar de algo, e claro, isso me desgastava imenso. Eu faço meditação, tento ser zen… isso pra quê? Pra Oi me tirar da minha vibração.

Alguns anos atrás, me convenceram a mudar de plano. Meu plano era só internet e telefone, e eu já pagava um valor bem alto, então acrescentaram a tv e eu pagaria só coisa de uns 20 reais a mais, para mim compensava, fora que a velocidade da internet seria bem maior.

Mas tem uma coisa muito curiosa nisso também. Porque várias pessoas pagam bem menos que eu. Aí falam “ah, é porque foi numa promoção de uma outra altura”. Tudo bem. Mas eu tenho mesmo que pagar mais caro que todo mundo? Não sou cliente desde ontem, sou cliente há 7 anos, não merecia um preço mais justo?

Só pra dar um exemplo. Minhas faturas, da Oi, eram de mais de 200.00, todos os meses. Em Portugal, no câmbio de hoje – câmbio altíssimo, 6 Reais o Euro! – eu pagaria menos pelo mesmo serviço, quer dizer, “mesmo serviço” vírgula, porque lá eu nunca teria que reclamar, e no que diz respeito à tv me ofereciam uma quantidade enoooorme de canais, monte de canal que nem tem aqui, e isso que estou falando é também informação atualizada, porque vivo falando com uma amiga de Portugal, que inclusive esses dias me falou que reduziram o valor da fatura e ainda ofereceram mais um monte de canais. A diferença é clara: enquanto que lá o custo desse serviço não chega a 5% do valor do salário mínimo, aqui pago 20% do valor do salário mínimo local e, mesmo assim, por um serviço que não presta.

Resumindo, eu já estava bastante insatisfeita, chateada e stressada com a Oi, mas, até pouco tempo atrás, esta era a única opção que eu tinha aqui.

Até que, alguns anos atrás, surgiu na cidade uma internet via rádio. Tem por fibra também, mas a fibra ainda não chega onde moro. Claro que, internet via rádio, não é lá o sonho da minha vida. Fiquei esperando que dissessem que a fibra já tinha chegado aqui, por isso fui demorando a me desligar da Oi, enquanto isso fui vendo outras pessoas que iam utilizando essa internet por rádio aqui pelo bairro, pra ver se a coisa realmente funcionava.

Então enfim, agora, decidi. Claro, a velocidade é muito mais baixa, a que contratei é 3x mais baixa do que a da Oi, mas, para ser sincera, não notei diferença nas atividades que faço no dia-a-dia.

Ao desligar-me da Oi, ficarei sem o telefone fixo e sem a tv a cabo, mas agora o celular da Vivo pega aqui também, ou seja, minha avó pode me ligar para ele, ou mandar recado pela minha mãe que me transmitirá o recado via zap, e sobre a tv… bem, não assisto mesmo, era uma coisa que eu pagava sem usar.

Claro, estou cheia de medo de a coisa não funcionar, ainda mais sendo por rádio – sem previsão certa para fibra no meu bairro por enquanto -, de ser mais uma empresa onde vou me desgastar tendo que ficar reclamando. E de fato, já tive um desgastezinho… Porque, quando vieram instalar, estava funcionando muito bem, mas, 40 minutos após o técnico sair daqui, ficou dando “internet pode estar indisponível”, religuei, reiniciei, troquei cabos, nada, madrugada toda sem funcionar, então no dia seguinte o técnico veio, reconfigurou a antena, voltou a funcionar, agora de madrugada achei que ia dar problema de novo, porque deu a mesma mensagem de “internet indisponível”, mas minutos depois voltou, amém.

Internet pode estar indisponível

Perguntei para o técnico se eu ia ter que ficar passando perrengue o tempo todo, se a internet por rádio é tão problemática assim, ele me falou que pode dar muito problema quando geralmente a pessoa mora muito longe da torre, mas não é o meu caso, eu moro virada para a torre, que fica a poucos metros da minha casa.

Então oremos, né? Porque brasileiro, até o brasileiro ateu, precisa de ter muita fé.

Sugestão do Google pra você :

O que é ser uma pessoa multipotencial : Minha história

Não é indecisão. Não é dificuldade em escolher entre uma coisa ou outra. O multipotencial é uma pessoa cheia de habilidades e que, se não abraçar todas essas habilidades, se sente infeliz, incompleto, insatisfeito. Abaixo vou explicar meu percurso e como descobri que sou multipotencial.

Quando descobri que sou multipotencial

Ter descoberto esse termo foi um divisor de águas na minha vida, e é bem natural que todas as pessoas que enfim descubram isso se sintam emocionadas, porque antes tinham muitos questionamentos ou não se sentiam enquadradas no padrão das outras.

Mas eu descobri tarde e muito recentemente, agora já aos 40 anos de idade. Quando descobri, comecei a contar tudo no status do meu whatsapp, vou reproduzir aqui tudo o que escrevi, mas senta logo porque a história é bem longa, afinal são 40 anos de vida de uma pessoa que sempre quis viver a vida amplamente.

28/04/20

Meu coração está quase saltando pra fora! Caraaaaaacaaaa, véi, me achei!!!!!

Estou empolgadíssima, deixe-me lá ver se consigo explicar toda a profundidade da questão para vocês.

O que gosto e o que não gosto, e o que tem de “multipotencial” nisso

Sempre sofri – “sofrimento” nem é a palavra certa, é mais um auto-questionamento – de uma dificuldade de escolher uma única coisa. Não é indecisão. Não é “não saber o que quero”. Simplesmente gosto de muitas coisas. Tenho muitos gostos, muitas vontades, muitos talentos, e em tudo o que gosto me jogo com paixão.

Não sei, como vejo na maior parte das pessoas, gostar de uma coisa, e, automaticamente, excluir a outra que é seu total oposto. Às vezes posso gostar do quente e do frio também, igual. Claro que nem sempre posso ter os dois, na maior parte dos casos. Mas se pudesse os dois, seria perfeito pra mim.

Meu problema não é aquilo que eu não gosto, até porque, se analisar bem, sei exatamente o que não gosto e o que não gosto simplesmente não trago para a minha vida, não me interesso, excluo.

(Veja uma coisa muito característica nos multipotenciais: consideramos a vida ampla de possibilidades. Sabemos, temos consciência sim, que, mesmo se vivermos 140 anos, não teremos tempo de fazermos tudo aquilo que gostaríamos. Logo, se nem para aquilo que gostaríamos de fazer teremos tempo, mais fácil fica descartar o que não queremos.)

O “problema” – até então eu considerava isso um problema – é o que eu gosto. Porque eu gosto de muitas coisas. E gosto de muitas coisas de forma igual, não sei fazer como todo mundo que sabe categorizar as coisas em nível de importância, tudo o que gosto é importante pra mim. (Claro, há sim coisas que são mais importantes que outras, mas, das coisas que considero MUITO IMPORTANTES, todas elas são realmente importantes de modo que uma não consegue excluir a outra, tudo faz parte).

“A vida não tem que ser longa, ela tem que ser larga”

“A vida não tem que ser longa, ela tem que ser larga”, já devem ter me visto publicando essa frase algumas vezes, porque é uma das minhas favoritas.

Por gostar de muuuuitaaaas coisas, e por trazer para a minha vida tudo o que gosto, a minha sensação é que vivo umas 30 vidas numa vida só, que sou 30 mulheres – e homens, velhos, crianças, travestis, animais, anões de jardim – numa pessoa só.

Sempre me definem como: multifacetada, multi-tarefas, pró-ativa, elétrica, imparável, mulher que não fica quieta.

Não pensem que é intencional. Esta sou eu. E não pensem que é fácil. Se já é difícil me compreender, quanto menos me acompanhar.

O que você quer ser quando crescer? Eu quero ser tudo o que puder ser

Quando criança, a pergunta “O que vc quer ser quando crescer?” não era difícil. O problema é que eu queria muita coisa. Costureira, estilista, escritora, jornalista, professora de ginástica, veterinária, essas são só as primeiras que lembro ter falado. Algumas são semelhantes, tipo costureira e estilista (gosto de moda), escritora e jornalista (gosto da escrita e de literatura), mas muita coisa nem combina com as outras.

Os cursos que fiz ao longo da vida, a relação entre eles e a sua utilidade na vida prática

Ao longo da vida adulta, fiz muitos cursos, muitos mesmo. Alguns se identificam entre si, outros nada a ver. Mas eu vejo sentido em tudo. Porque fazer uma massa de cimento e areia para embolsar uma parede (coisa que aprendi no curso de assistente de alvenaria) para mim não é tão diferente do que aprendi no curso de maquiagem (e o que a gente faz na cara não é primeiro passar uma base – o reboco – pra depois fazer a pintura?)

Fiz vários cursos de organização de eventos, e aí vc me pergunta, achando que só perdi o meu tempo: quantos eventos você já organizou? Nenhum. Só que, mais tarde, quando tirei o curso de especialização em fotografia, não estive um tempo trabalhando com eventos? Fora que aprendi a fazer a análise SWOT, que usei em todas as profissões que tive, aliás, uso a análise SWOT até na minha vida pessoal. Então foi perda de tempo? Claro que não.

Tive uma loja de roupas. Não deu muito certo, na verdade. Não sabia nada de comércio ou de empreendedorismo na altura. Abri a loja no último andar de um shopping onde ninguém ia. Tudo o que não vendi, dei de graça para os outros. Fiquei triste? Não. Realizei a minha vontade de trabalhar com moda. E depois também não trabalhei com fotografia de moda? Tudo certo.

Quando nova, fiz um curso técnico de processamento de dados que não concluí quando saí de casa aos 17 anos, já contei essa história aqui. Anos depois, já em Portugal, aprendi sozinha a fazer sites. Aprendi linguagens html, php, css e SEO sozinha numa época que não era muito fácil encontrar informação sobre o assunto. Mas, se foi tão mais fácil para mim aprender, foi em função das aulas de lógica de programação que fiz no curso de processamento.

Abri uma empresa para trabalhar com sites, empresa esta que tive que fechar quando deixei Portugal. Mas não esqueci nada do que sei, tanto que os sites que tenho hoje também são todos feitos por mim.

Quando crio os meus sites, não preciso contratar um fotógrafo, fotógrafa também sou. E nos sites não faço aquilo que era o meu ideal de ser jornalista ou escritora, que é escrever?

Numa altura, cismei de fazer faculdade. Apesar de ter me considerado inteligente a vida toda, quando cheguei em Portugal me senti meio burrinha, porque até os adolescentes falavam inglês, francês e espanhol e liam o caderno de economia todos os dias.

Economia é aquele tipo de coisa que entra na lista das “coisas que eu não gosto” e que portanto não me interesso. Mas não é que eu tive que aprender o raio do negócio num tempo record?

Inglês, pelo menos, tinha feito uns “cursinhos”. Um basiquinho aos 12 anos, durou nem 2 meses pq meu pai viu que era caro pro seu bolso. Quando morei no Rio fiz 3 cursos de Inglês Instrumental, que ensina mais a escrever do que a falar. Chegando em Portugal fiz mais um básico mas não me sentia fluente.

Assim que me separei, conheci um cara mara. Só não tivemos algo “sério” porque eu tinha acabado de enfim me separar e estava naquela fase de “não quero compromisso sério com mais ninguém”. Foi um dos melhores relacionamentos que tive. Acabou sem traumas ou arrependimentos, nunca teve a intenção de durar pra vida toda mesmo.

Ele era da Nova Zelândia. Apesar de falar um pouco de português, quando lhe disse que queria melhorar o meu inglês, ele se comprometeu a falar apenas em inglês comigo. Meu inglês, claro, deu aquele salto. Foi com ele que fui pra Londres, foi aquela viagem dos sonhos, mas isso eu conto numa outra altura.

A faculdade

Voltando ao assunto da faculdade. Cismei que ia fazer. E eu tenho esse negócio também, não é bem uma teimosia ou um impulso, é talvez mais uma impaciência, uma inquietação. As coisas não servem muito pra mim se não forem ali naquela hora que eu as quero. Porque depois pode ser que eu não queira mais. Sim: gostar de muitas coisas tem também esse lado negativo, largo algo com muita facilidade porque continuo vendo um mundo de outras possibilidades maravilhosas.

Em Portugal tem um negócio chamado “Maiores de 23”. É quando você, que tem mais de 23 anos, pode entrar em qualquer faculdade sem precisar de comprovar qualquer escolaridade anterior. O que vale é o que você sabe de verdade, não aquilo que já estudou e que certamente já esqueceu. Além do mais, quem garante que muita gente não teve facilidades para ter estudos (colou na prova direto, fez trabalho com os colegas mais inteligentes pra ganhar nota, etc)?

Só não era tão simples assim. Tinha que passar nas provas pra entrar. Entre elas, economia, o raio do negócio do qual eu não sabia nada. Redação era a única coisa que eu tinha certeza que mandaria bem. Mas tinha também prova de direito, só que a Legislação Portuguesa, da qual eu não sabia nadinha também. E quanto tempo eu tinha pra estudar quando descobri que tinha essa oportunidade para maiores de 23? Menos de 2 semanas.

Mas é aquilo que falei. Por gostar de muitas coisas, vejo sempre um mundo de possibilidades. Diferente de quem sonha em fazer Medicina e vai ficar tentando até conseguir – acho o máximo gente assim! -, o lance comigo não rola muito essa coisa da persistência porque não vejo só aquilo como um único ideal. Mas também tenho a vantagem de não ter medo de fazer as coisas. Se der errado não me frustro, tem muitas outras coisas que quero igualmente. Então estudei naquelas 2 semanas e decidi fazer a prova, porque se não passasse não iria nem ficar triste (mas não sei se tentaria no semestre seguinte, confesso, até lá eu já podia estar querendo outra coisa).

Bom, então fiz a prova e passei. Não foi com a melhor nota não, mas o suficiente pra entrar para fazer o curso que eu queria: Publicidade, Marketing e Relações Públicas. E por que escolhi esse curso? Nessa hora você já consegue adivinhar: porque era 3 em 1, óbvioooo!

Muitas aulas do curso e palestras eram em inglês, o que me fez ver mais uma vez a utilidade do que aprendi com o meu namoro-engraçado (contrário de namoro sério).

Fui muito bem em todas as matérias mas fui perdendo interesse pelo curso quando percebi a quantidade de trabalhos em equipe. Para uma pessoa individualista como eu, não rola. Ter que ficar esperando o coleguinha entregar a parte dele do trabalho atrasada ou até enrolar e não entregar, quando ele podia ter me dito que não ia fazer (porque eu nem me importaria de fazer a parte dele em segredo se me pedisse desde o princípio) é uma coisa que não dá pra mim, individualista como sou, cheia de outras coisas lindas para ver e experimentar.

Mas não foi nada em vão. Apenas descobri que essa coisa de grupo não dá pra mim. E publicidade é grupo, uma equipe toda, ninguém pode ser a equipe toda. Mas foi ótimo, tive as melhores aulas de psicologia, de gestão de empresas (me dando o conhecimento que não tinha quando fechei minha loja de vestuário) e de direito da vidaaaaa. A de direito, aliás, o professor era tão bom que tinha plateia, inesquecíveis as aulas dele!

Sobre a “facilidade” que tenho em largar uma profissão ou projeto

Como eu dizia, nada em vão, um conhecimento liga ao outro. Mas isso não quer dizer que eu não tente sempre ser o melhor possível naquilo que eu faço. Agora por exemplo, trabalhando com massagens, faço todos os cursos possíveis que existir na área. Só que… bem, eu não posso garantir pra ninguém que vou trabalhar com massagens o resto da vida. Por falta de amor? Não. Também amei – e amo – todas as minhas outras profissões. Mas é que existe muito mais coisa, muitas outras possibilidades, e eu sou só uma, apesar de desejar ser muitas para fazer ao mesmo tempo todas as coisas.

As muitas mulheres que sou

Não é só com profissão. Eu amo o campo e amo a cidade, sou cosmopolita e roceira. Amoooo a simplicidade, mas seria hipócrita se dissesse que também não amo o luxo, está tudo bem pra mim num lado como da mesma forma está tudo bem do outro lado. Gosto de me vestir de forma elegante e também amo um vestido justo à la periguete. Tenho um linguajar sofisticado e adoro falar um palavrão. Leio de Dostoiéwisky a livrinhos de desenvolvimento pessoal. Gosto da vida agitada e da paz da meditação. Gosto de música clássica e de pagode. Faço dieta e atividade física mas como batata frita e tomo coca-cola porque eu sou tanto a “fitness” como aquela que quer viver sem tantas regras e preocupações politicamente corretas. Eu sou a contradição e amo cada um desses lados contraditórios.

Escolhas amorosas

Dia desses uma amiga me perguntava sobre as características dos homens que gosto, porque já namorei tantos homens diferentes que fica difícil encontrar um padrão. Pretos e brancos, velhos e novos, carecas e cabeludos, gordos e magros, altos e baixos, ricos e pobres, letrados e semi-analfabetos, ateus e religiosos, experientes e virgens, heterossexuais e bissexuais, bonitos e feios, tetraplégicos ou sem nenhuma deficiência, já rolou meio de tudo, digamos que quando jovem eu namorei bastante, tanto que hoje em dia costumo dar um tempo pra dar uma descansada, rsrs.

É que até pra dizer se gosto de homem bonito ou feio fica complicado. Porque homem bonito… bem, é bonito, né? Mas homem feio é tão bonito também! kkkkkk. Ah, bicho, é que eu olho pra alma. Quer dizer, olho errado, muitas vezes. Mas eu acredito naquela beleza interna que eu acho que estou vendo, este que é o lance.

Em resumo… é que eu acho muita coisa bonita. A vida pra mim é uma coisa muito ampla, abundante de possibilidades. Não tem um caminho só que me deixa feliz. Não sou nem monossilábica, como certamente já perceberam. Não sou de frases curtas e resumidas, tudo pra mim já dá logo um textão. Tudo é multi, tudo é muito. Não sou do tipo que teria um cachorro ou um gatinho. Passei a vida toda sem ter cachorros, quando decidi ter, decidi ter logo 7. Não tenho só um par de sapatos, apesar de só ter 2 pés e de amar andar descalça. Pra mim só serve terapia de grupo pra poder dialogar com todas as pessoas que sou.

Questionamentos, afinal quem não queria estar dentro do padrão?

Então… Depois de toda essa minha auto-biografia, dá pra entender meus questionamentos. Porque é claro e óbvio que eu não queria ser assim, ou que já tentei entender a razão de ser assim (e que em muitos momentos tentei mudar também, achando errado ser assim). Porque olhava à volta e não via ninguém como eu. Claro que seria muito mais simples se eu fosse uma pessoa “definida”. Que tem só a profissão x e ponto. Que tem a religião x e vive 100% só aquilo que aquela religião x prega. Que jamais vai se mudar para uma grande cidade porque ama mesmo é viver na zona rural. Que só ouve sertanejo e que acha que qualquer outro tipo de música não presta. Que não fica com o olho brilhando com as palavrinhas “curso novo de…”. Que não ache legal ler tantos livros. Que se decida se quer ser fitness ou embarangar de vez. Ah, seria mais simples sim.

Aliás, tem uma coisa muito interessante. Observo que as pessoas – em geral, não estou falando das multipotenciais – ficam muito entusiasmadas num início de paquera. Ficam animadas com a novidade, querendo saber tudo sobre a pessoa que estão começando a conhecer. E acham que a fase boa do relacionamento é esta, quando começam a se conhecer, quando um é novidade para o outro.

Ou seja, eu, que tenho perfil multipotencial, que devia ser assim, né? Mas não. Assim são as pessoas “normais”, rs. No início, quando a pessoa está naquela euforia de me conhecer melhor, eu geralmente não estou tão empolgada como ela. Porque, na minha cabeça, há milhares de pessoas interessantes no mundo para eu conhecer, ela é só mais uma assim como eu sou só mais uma pra ela. Aí, entre milhões, pra quê dar a minha atenção para aquela e não pra outras pessoas? Há pessoas que vão continuar nas nossas vidas, essas que vou priorizar, porque seria um desgaste de energia muito grande priorizar quem está só de passagem e não vai fazer diferença alguma.

Ao contrário das pessoas que no início das relações ficam mais eufóricas e entusiasmadas, eu só me animo um pouco depois, quando vejo que vale a pena, rs. Não vejo “novidade” em qualquer coisa, vejo novidade no que me interessa. E quando alguém nos interessa, ela nem precisa fazer malabarismos pra chamar a nossa atenção, tudo é sempre “novo” nela. Saiu do banho, trocou a camisa, eu já vou dizer “ai que lindo”.

Mas confesso: se a pessoa não insistir um bocadinho comigo, se ela não se fizer presente na minha vida, eu vou nem tchum pra ela. Por quê? Porque na cabeça da pessoa multipotencial, a vida é ampla e abundante de possibilidades. Se tem um monte de possibilidades, se o mundo está me chamando com fervor, eu não vou ficar ali naquele cantinho onde nem sei se sou tão desejada, se afinal há tantas outras possibilidades por aí.

Mas confesso: se a pessoa não insistir um bocadinho comigo, se ela não se fizer presente na minha vida, eu vou nem tchum pra ela. Por quê? Porque na cabeça da pessoa multipotencial, a vida é ampla e abundante de possibilidades. Se tem um monte de possibilidades, se o mundo está me chamando com fervor, eu não vou ficar ali naquele cantinho onde nem sei se sou tão desejada, se afinal há tantas outras possibilidades por aí.

Sei lá, eu não me apego àquilo que não tem reciprocidade ou empenho. Porque vejo essa dimensão da abundância, daquilo que não se resume ao que está aqui dentro do nosso quadrado.

Falta de persistência e de foco?

Nunca tive dificuldade em terminar relacionamentos, mas isso não quer dizer que não doeu. Em dois casos, por exemplo, depois do fim do relacionamento eu ainda fiquei amando secretamente aquelas pessoas por quase uma década. Quer dizer que não luto o suficiente? Não, eu só não insisto com o que não vai acrescentar positivamente na minha vida. Se eu amo um cara, mas ele não me ama, de que vale eu ficar falando isso com ele todos os dias, insistindo, mendigando? Não quer dizer que eu seja superficial, eu só não forço a barra com nada na vida porque não quero para mim nada que não seja totalmente de verdade. Simplesmente aceito – como uma pessoa que não é mimada – que certas coisas não dependem apenas de mim e sigo o fluxo, compreendendo que a vida tem outras possibilidades.

Compreendo que a maior parte das pessoas é movida pelo conceito da continuidade. Tipo aquela pessoa que trabalha a vida toda numa mesma empresa, ou que começam uma única coisa e fazem todas as graduações possíveis dentro disso. Acho bonito, admiro. Mas essa não sou eu.

As pessoas especialistas sabem tudo de uma coisa só, o multipotencial não sabe TUDO de nada, mas sabe um monte de coisa de várias coisas. Mas o multipotencial tem essa vantagem: se adapta fácil, justamente porque não vê uma única coisa como o único caminho.

Movimento, essa é a palavra. O multipotencial precisa estar sempre em movimento.

Foi muito importante para mim ter descoberto isso. Porque assim sei os meus pontos fortes, mas também agora sei como me policiar em algumas atitudes também, como, por exemplo, saberei identificar quando eu estiver me perdendo ou saindo do foco

Apesar de ter ficado gigante, este post foi só um resuminho da minha descoberta. Se quiser ler mais sobre o assunto, acompanhe os posts que estão na categoria Diário de uma Multipotencial.

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