O que é ser uma pessoa multipotencial : Minha história

Não é indecisão. Não é dificuldade em escolher entre uma coisa ou outra. O multipotencial é uma pessoa cheia de habilidades e que, se não abraçar todas essas habilidades, se sente infeliz, incompleto, insatisfeito. Abaixo vou explicar meu percurso e como descobri que sou multipotencial.

Quando descobri que sou multipotencial

Ter descoberto esse termo foi um divisor de águas na minha vida, e é bem natural que todas as pessoas que enfim descubram isso se sintam emocionadas, porque antes tinham muitos questionamentos ou não se sentiam enquadradas no padrão das outras.

Mas eu descobri tarde e muito recentemente, agora já aos 40 anos de idade. Quando descobri, comecei a contar tudo no status do meu whatsapp, vou reproduzir aqui tudo o que escrevi, mas senta logo porque a história é bem longa, afinal são 40 anos de vida de uma pessoa que sempre quis viver a vida amplamente.

28/04/20

Meu coração está quase saltando pra fora! Caraaaaaacaaaa, véi, me achei!!!!!

Estou empolgadíssima, deixe-me lá ver se consigo explicar toda a profundidade da questão para vocês.

O que gosto e o que não gosto, e o que tem de “multipotencial” nisso

Sempre sofri – “sofrimento” nem é a palavra certa, é mais um auto-questionamento – de uma dificuldade de escolher uma única coisa. Não é indecisão. Não é “não saber o que quero”. Simplesmente gosto de muitas coisas. Tenho muitos gostos, muitas vontades, muitos talentos, e em tudo o que gosto me jogo com paixão.

Não sei, como vejo na maior parte das pessoas, gostar de uma coisa, e, automaticamente, excluir a outra que é seu total oposto. Às vezes posso gostar do quente e do frio também, igual. Claro que nem sempre posso ter os dois, na maior parte dos casos. Mas se pudesse os dois, seria perfeito pra mim.

Meu problema não é aquilo que eu não gosto, até porque, se analisar bem, sei exatamente o que não gosto e o que não gosto simplesmente não trago para a minha vida, não me interesso, excluo.

(Veja uma coisa muito característica nos multipotenciais: consideramos a vida ampla de possibilidades. Sabemos, temos consciência sim, que, mesmo se vivermos 140 anos, não teremos tempo de fazermos tudo aquilo que gostaríamos. Logo, se nem para aquilo que gostaríamos de fazer teremos tempo, mais fácil fica descartar o que não queremos.)

O “problema” – até então eu considerava isso um problema – é o que eu gosto. Porque eu gosto de muitas coisas. E gosto de muitas coisas de forma igual, não sei fazer como todo mundo que sabe categorizar as coisas em nível de importância, tudo o que gosto é importante pra mim. (Claro, há sim coisas que são mais importantes que outras, mas, das coisas que considero MUITO IMPORTANTES, todas elas são realmente importantes de modo que uma não consegue excluir a outra, tudo faz parte).

“A vida não tem que ser longa, ela tem que ser larga”

“A vida não tem que ser longa, ela tem que ser larga”, já devem ter me visto publicando essa frase algumas vezes, porque é uma das minhas favoritas.

Por gostar de muuuuitaaaas coisas, e por trazer para a minha vida tudo o que gosto, a minha sensação é que vivo umas 30 vidas numa vida só, que sou 30 mulheres – e homens, velhos, crianças, travestis, animais, anões de jardim – numa pessoa só.

Sempre me definem como: multifacetada, multi-tarefas, pró-ativa, elétrica, imparável, mulher que não fica quieta.

Não pensem que é intencional. Esta sou eu. E não pensem que é fácil. Se já é difícil me compreender, quanto menos me acompanhar.

O que você quer ser quando crescer? Eu quero ser tudo o que puder ser

Quando criança, a pergunta “O que vc quer ser quando crescer?” não era difícil. O problema é que eu queria muita coisa. Costureira, estilista, escritora, jornalista, professora de ginástica, veterinária, essas são só as primeiras que lembro ter falado. Algumas são semelhantes, tipo costureira e estilista (gosto de moda), escritora e jornalista (gosto da escrita e de literatura), mas muita coisa nem combina com as outras.

Os cursos que fiz ao longo da vida, a relação entre eles e a sua utilidade na vida prática

Ao longo da vida adulta, fiz muitos cursos, muitos mesmo. Alguns se identificam entre si, outros nada a ver. Mas eu vejo sentido em tudo. Porque fazer uma massa de cimento e areia para embolsar uma parede (coisa que aprendi no curso de assistente de alvenaria) para mim não é tão diferente do que aprendi no curso de maquiagem (e o que a gente faz na cara não é primeiro passar uma base – o reboco – pra depois fazer a pintura?)

Fiz vários cursos de organização de eventos, e aí vc me pergunta, achando que só perdi o meu tempo: quantos eventos você já organizou? Nenhum. Só que, mais tarde, quando tirei o curso de especialização em fotografia, não estive um tempo trabalhando com eventos? Fora que aprendi a fazer a análise SWOT, que usei em todas as profissões que tive, aliás, uso a análise SWOT até na minha vida pessoal. Então foi perda de tempo? Claro que não.

Tive uma loja de roupas. Não deu muito certo, na verdade. Não sabia nada de comércio ou de empreendedorismo na altura. Abri a loja no último andar de um shopping onde ninguém ia. Tudo o que não vendi, dei de graça para os outros. Fiquei triste? Não. Realizei a minha vontade de trabalhar com moda. E depois também não trabalhei com fotografia de moda? Tudo certo.

Quando nova, fiz um curso técnico de processamento de dados que não concluí quando saí de casa aos 17 anos, já contei essa história aqui. Anos depois, já em Portugal, aprendi sozinha a fazer sites. Aprendi linguagens html, php, css e SEO sozinha numa época que não era muito fácil encontrar informação sobre o assunto. Mas, se foi tão mais fácil para mim aprender, foi em função das aulas de lógica de programação que fiz no curso de processamento.

Abri uma empresa para trabalhar com sites, empresa esta que tive que fechar quando deixei Portugal. Mas não esqueci nada do que sei, tanto que os sites que tenho hoje também são todos feitos por mim.

Quando crio os meus sites, não preciso contratar um fotógrafo, fotógrafa também sou. E nos sites não faço aquilo que era o meu ideal de ser jornalista ou escritora, que é escrever?

Numa altura, cismei de fazer faculdade. Apesar de ter me considerado inteligente a vida toda, quando cheguei em Portugal me senti meio burrinha, porque até os adolescentes falavam inglês, francês e espanhol e liam o caderno de economia todos os dias.

Economia é aquele tipo de coisa que entra na lista das “coisas que eu não gosto” e que portanto não me interesso. Mas não é que eu tive que aprender o raio do negócio num tempo record?

Inglês, pelo menos, tinha feito uns “cursinhos”. Um basiquinho aos 12 anos, durou nem 2 meses pq meu pai viu que era caro pro seu bolso. Quando morei no Rio fiz 3 cursos de Inglês Instrumental, que ensina mais a escrever do que a falar. Chegando em Portugal fiz mais um básico mas não me sentia fluente.

Assim que me separei, conheci um cara mara. Só não tivemos algo “sério” porque eu tinha acabado de enfim me separar e estava naquela fase de “não quero compromisso sério com mais ninguém”. Foi um dos melhores relacionamentos que tive. Acabou sem traumas ou arrependimentos, nunca teve a intenção de durar pra vida toda mesmo.

Ele era da Nova Zelândia. Apesar de falar um pouco de português, quando lhe disse que queria melhorar o meu inglês, ele se comprometeu a falar apenas em inglês comigo. Meu inglês, claro, deu aquele salto. Foi com ele que fui pra Londres, foi aquela viagem dos sonhos, mas isso eu conto numa outra altura.

A faculdade

Voltando ao assunto da faculdade. Cismei que ia fazer. E eu tenho esse negócio também, não é bem uma teimosia ou um impulso, é talvez mais uma impaciência, uma inquietação. As coisas não servem muito pra mim se não forem ali naquela hora que eu as quero. Porque depois pode ser que eu não queira mais. Sim: gostar de muitas coisas tem também esse lado negativo, largo algo com muita facilidade porque continuo vendo um mundo de outras possibilidades maravilhosas.

Em Portugal tem um negócio chamado “Maiores de 23”. É quando você, que tem mais de 23 anos, pode entrar em qualquer faculdade sem precisar de comprovar qualquer escolaridade anterior. O que vale é o que você sabe de verdade, não aquilo que já estudou e que certamente já esqueceu. Além do mais, quem garante que muita gente não teve facilidades para ter estudos (colou na prova direto, fez trabalho com os colegas mais inteligentes pra ganhar nota, etc)?

Só não era tão simples assim. Tinha que passar nas provas pra entrar. Entre elas, economia, o raio do negócio do qual eu não sabia nada. Redação era a única coisa que eu tinha certeza que mandaria bem. Mas tinha também prova de direito, só que a Legislação Portuguesa, da qual eu não sabia nadinha também. E quanto tempo eu tinha pra estudar quando descobri que tinha essa oportunidade para maiores de 23? Menos de 2 semanas.

Mas é aquilo que falei. Por gostar de muitas coisas, vejo sempre um mundo de possibilidades. Diferente de quem sonha em fazer Medicina e vai ficar tentando até conseguir – acho o máximo gente assim! -, o lance comigo não rola muito essa coisa da persistência porque não vejo só aquilo como um único ideal. Mas também tenho a vantagem de não ter medo de fazer as coisas. Se der errado não me frustro, tem muitas outras coisas que quero igualmente. Então estudei naquelas 2 semanas e decidi fazer a prova, porque se não passasse não iria nem ficar triste (mas não sei se tentaria no semestre seguinte, confesso, até lá eu já podia estar querendo outra coisa).

Bom, então fiz a prova e passei. Não foi com a melhor nota não, mas o suficiente pra entrar para fazer o curso que eu queria: Publicidade, Marketing e Relações Públicas. E por que escolhi esse curso? Nessa hora você já consegue adivinhar: porque era 3 em 1, óbvioooo!

Muitas aulas do curso e palestras eram em inglês, o que me fez ver mais uma vez a utilidade do que aprendi com o meu namoro-engraçado (contrário de namoro sério).

Fui muito bem em todas as matérias mas fui perdendo interesse pelo curso quando percebi a quantidade de trabalhos em equipe. Para uma pessoa individualista como eu, não rola. Ter que ficar esperando o coleguinha entregar a parte dele do trabalho atrasada ou até enrolar e não entregar, quando ele podia ter me dito que não ia fazer (porque eu nem me importaria de fazer a parte dele em segredo se me pedisse desde o princípio) é uma coisa que não dá pra mim, individualista como sou, cheia de outras coisas lindas para ver e experimentar.

Mas não foi nada em vão. Apenas descobri que essa coisa de grupo não dá pra mim. E publicidade é grupo, uma equipe toda, ninguém pode ser a equipe toda. Mas foi ótimo, tive as melhores aulas de psicologia, de gestão de empresas (me dando o conhecimento que não tinha quando fechei minha loja de vestuário) e de direito da vidaaaaa. A de direito, aliás, o professor era tão bom que tinha plateia, inesquecíveis as aulas dele!

Sobre a “facilidade” que tenho em largar uma profissão ou projeto

Como eu dizia, nada em vão, um conhecimento liga ao outro. Mas isso não quer dizer que eu não tente sempre ser o melhor possível naquilo que eu faço. Agora por exemplo, trabalhando com massagens, faço todos os cursos possíveis que existir na área. Só que… bem, eu não posso garantir pra ninguém que vou trabalhar com massagens o resto da vida. Por falta de amor? Não. Também amei – e amo – todas as minhas outras profissões. Mas é que existe muito mais coisa, muitas outras possibilidades, e eu sou só uma, apesar de desejar ser muitas para fazer ao mesmo tempo todas as coisas.

As muitas mulheres que sou

Não é só com profissão. Eu amo o campo e amo a cidade, sou cosmopolita e roceira. Amoooo a simplicidade, mas seria hipócrita se dissesse que também não amo o luxo, está tudo bem pra mim num lado como da mesma forma está tudo bem do outro lado. Gosto de me vestir de forma elegante e também amo um vestido justo à la periguete. Tenho um linguajar sofisticado e adoro falar um palavrão. Leio de Dostoiéwisky a livrinhos de desenvolvimento pessoal. Gosto da vida agitada e da paz da meditação. Gosto de música clássica e de pagode. Faço dieta e atividade física mas como batata frita e tomo coca-cola porque eu sou tanto a “fitness” como aquela que quer viver sem tantas regras e preocupações politicamente corretas. Eu sou a contradição e amo cada um desses lados contraditórios.

Escolhas amorosas

Dia desses uma amiga me perguntava sobre as características dos homens que gosto, porque já namorei tantos homens diferentes que fica difícil encontrar um padrão. Pretos e brancos, velhos e novos, carecas e cabeludos, gordos e magros, altos e baixos, ricos e pobres, letrados e semi-analfabetos, ateus e religiosos, experientes e virgens, heterossexuais e bissexuais, bonitos e feios, tetraplégicos ou sem nenhuma deficiência, já rolou meio de tudo, digamos que quando jovem eu namorei bastante, tanto que hoje em dia costumo dar um tempo pra dar uma descansada, rsrs.

É que até pra dizer se gosto de homem bonito ou feio fica complicado. Porque homem bonito… bem, é bonito, né? Mas homem feio é tão bonito também! kkkkkk. Ah, bicho, é que eu olho pra alma. Quer dizer, olho errado, muitas vezes. Mas eu acredito naquela beleza interna que eu acho que estou vendo, este que é o lance.

Em resumo… é que eu acho muita coisa bonita. A vida pra mim é uma coisa muito ampla, abundante de possibilidades. Não tem um caminho só que me deixa feliz. Não sou nem monossilábica, como certamente já perceberam. Não sou de frases curtas e resumidas, tudo pra mim já dá logo um textão. Tudo é multi, tudo é muito. Não sou do tipo que teria um cachorro ou um gatinho. Passei a vida toda sem ter cachorros, quando decidi ter, decidi ter logo 7. Não tenho só um par de sapatos, apesar de só ter 2 pés e de amar andar descalça. Pra mim só serve terapia de grupo pra poder dialogar com todas as pessoas que sou.

Questionamentos, afinal quem não queria estar dentro do padrão?

Então… Depois de toda essa minha auto-biografia, dá pra entender meus questionamentos. Porque é claro e óbvio que eu não queria ser assim, ou que já tentei entender a razão de ser assim (e que em muitos momentos tentei mudar também, achando errado ser assim). Porque olhava à volta e não via ninguém como eu. Claro que seria muito mais simples se eu fosse uma pessoa “definida”. Que tem só a profissão x e ponto. Que tem a religião x e vive 100% só aquilo que aquela religião x prega. Que jamais vai se mudar para uma grande cidade porque ama mesmo é viver na zona rural. Que só ouve sertanejo e que acha que qualquer outro tipo de música não presta. Que não fica com o olho brilhando com as palavrinhas “curso novo de…”. Que não ache legal ler tantos livros. Que se decida se quer ser fitness ou embarangar de vez. Ah, seria mais simples sim.

Aliás, tem uma coisa muito interessante. Observo que as pessoas – em geral, não estou falando das multipotenciais – ficam muito entusiasmadas num início de paquera. Ficam animadas com a novidade, querendo saber tudo sobre a pessoa que estão começando a conhecer. E acham que a fase boa do relacionamento é esta, quando começam a se conhecer, quando um é novidade para o outro.

Ou seja, eu, que tenho perfil multipotencial, que devia ser assim, né? Mas não. Assim são as pessoas “normais”, rs. No início, quando a pessoa está naquela euforia de me conhecer melhor, eu geralmente não estou tão empolgada como ela. Porque, na minha cabeça, há milhares de pessoas interessantes no mundo para eu conhecer, ela é só mais uma assim como eu sou só mais uma pra ela. Aí, entre milhões, pra quê dar a minha atenção para aquela e não pra outras pessoas? Há pessoas que vão continuar nas nossas vidas, essas que vou priorizar, porque seria um desgaste de energia muito grande priorizar quem está só de passagem e não vai fazer diferença alguma.

Ao contrário das pessoas que no início das relações ficam mais eufóricas e entusiasmadas, eu só me animo um pouco depois, quando vejo que vale a pena, rs. Não vejo “novidade” em qualquer coisa, vejo novidade no que me interessa. E quando alguém nos interessa, ela nem precisa fazer malabarismos pra chamar a nossa atenção, tudo é sempre “novo” nela. Saiu do banho, trocou a camisa, eu já vou dizer “ai que lindo”.

Mas confesso: se a pessoa não insistir um bocadinho comigo, se ela não se fizer presente na minha vida, eu vou nem tchum pra ela. Por quê? Porque na cabeça da pessoa multipotencial, a vida é ampla e abundante de possibilidades. Se tem um monte de possibilidades, se o mundo está me chamando com fervor, eu não vou ficar ali naquele cantinho onde nem sei se sou tão desejada, se afinal há tantas outras possibilidades por aí.

Mas confesso: se a pessoa não insistir um bocadinho comigo, se ela não se fizer presente na minha vida, eu vou nem tchum pra ela. Por quê? Porque na cabeça da pessoa multipotencial, a vida é ampla e abundante de possibilidades. Se tem um monte de possibilidades, se o mundo está me chamando com fervor, eu não vou ficar ali naquele cantinho onde nem sei se sou tão desejada, se afinal há tantas outras possibilidades por aí.

Sei lá, eu não me apego àquilo que não tem reciprocidade ou empenho. Porque vejo essa dimensão da abundância, daquilo que não se resume ao que está aqui dentro do nosso quadrado.

Falta de persistência e de foco?

Nunca tive dificuldade em terminar relacionamentos, mas isso não quer dizer que não doeu. Em dois casos, por exemplo, depois do fim do relacionamento eu ainda fiquei amando secretamente aquelas pessoas por quase uma década. Quer dizer que não luto o suficiente? Não, eu só não insisto com o que não vai acrescentar positivamente na minha vida. Se eu amo um cara, mas ele não me ama, de que vale eu ficar falando isso com ele todos os dias, insistindo, mendigando? Não quer dizer que eu seja superficial, eu só não forço a barra com nada na vida porque não quero para mim nada que não seja totalmente de verdade. Simplesmente aceito – como uma pessoa que não é mimada – que certas coisas não dependem apenas de mim e sigo o fluxo, compreendendo que a vida tem outras possibilidades.

Compreendo que a maior parte das pessoas é movida pelo conceito da continuidade. Tipo aquela pessoa que trabalha a vida toda numa mesma empresa, ou que começam uma única coisa e fazem todas as graduações possíveis dentro disso. Acho bonito, admiro. Mas essa não sou eu.

As pessoas especialistas sabem tudo de uma coisa só, o multipotencial não sabe TUDO de nada, mas sabe um monte de coisa de várias coisas. Mas o multipotencial tem essa vantagem: se adapta fácil, justamente porque não vê uma única coisa como o único caminho.

Movimento, essa é a palavra. O multipotencial precisa estar sempre em movimento.

Foi muito importante para mim ter descoberto isso. Porque assim sei os meus pontos fortes, mas também agora sei como me policiar em algumas atitudes também, como, por exemplo, saberei identificar quando eu estiver me perdendo ou saindo do foco

Apesar de ter ficado gigante, este post foi só um resuminho da minha descoberta. Se quiser ler mais sobre o assunto, acompanhe os posts que estão na categoria Diário de uma Multipotencial.

Sugestão do Google pra você :

Autor: paoladebalzac

Multipotencial, faço cursos novos o tempo todo e tenho muitas profissões. A vida para mim é ampla e cheia de possibilidades. Trabalho presencialmente como massoterapeuta e depiladora, além dos meus trabalhos online com cursos para desenvolvimento profissional. Tenho também um blog pessoal onde falo sobre literatura, viagens e cachorros.

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