Editando código HTML – Curso de programador Web

editando código html - curso de programador web que estou fazendo
Editando código HTML

Dia de hoje está desse jeito: só editando código HTML, e daquela forma manual, linha por linha. Claro que teria um modo mais fácil, mas o professor quer que a gente aprenda de verdade, e está certo.

Sugestão do Google pra você :

Minha primeira prova do curso de programador web

Ontem fiz minha primeira prova do curso de programador web. Na verdade até tinha mais um dia para estudar, podia rever a matéria, reler, só que a ansiedade falou mais alto. Felizmente, me dei bem, fechei a prova.

Sugestão do Google pra você :

Fazendo: Curso de programador web pela Universidade de Viçosa

Se você sabe que sou uma pessoa multipotencial, sabe que estou sempre fazendo cursos novos, e o curso da vez é o de programador web da Universidade de Viçosa.

Dia 11 do mês passado meu amigo Monico me informou que a Universidade de Vicçosa estava abrindo vagas para vários cursos, mas que se esgotaram muito rapidamente. Foi só o tempo de fazer a minha inscrição, divulgar para as minhas irmãs e publicar o post no Cuidadores de Idosos do Brasil que, poucos minutos depois, praticamente já não tinha vagas.

O curso começou no fim do mês, mas inicialmente foi mais apresentação do curso, da universidade, do professor, da plataforma. Agora, por esses dias, começaram as aulas de fato.

Escolhi o curso de programador web porque é algo com o qual já trabalhei há alguns anos atrás. Mas, primeiro, aprendi tudo sozinha num tempo em que não havia tanta informação disponível – e posso ter aprendido muita coisa errada, ou fazer pelo modo mais complicado talvez -, em segundo lugar posso estar muito desatualizada também. E como aprendi tudo sozinha, nunca tive certificado nessa área, portanto fazer esse curso vai me dar enfim esse certificado.

Sempre aprendemos coisas novas num novo curso. Achei interessante ver o papel das mulheres quando surgiu o primeiro computador, por terem mãos mais delicadas para lidar com um maquinário tão sensível, assim como também achei interessante ver os cabos submarinos levando a internet pelo mundo.

Sugestão do Google pra você :

Como aprender inglês, francês, espanhol, italiano, alemão e turco em casa

Este é o primeiro post de uma eterna série dentro do meu Projeto Poliglota para a aprendizagem e/ou aperfeiçoamento de vários idiomas.

Devo deixar sempre claro que aqui não vou ensinar estes idiomas, mas dividir com vocês artigos sobre o tema, dicas e a minha rotina de aprendizagem.

É importante também referir que sou uma pessoa multipotencial, por isto a minha rotina de estudos também leva em conta esta minha característica.

Dentro em breve, semanalmente ou por vezes diariamente, surgirão posts aqui no blog falando sobre estes idiomas e sobre a minha rotina de estudos, portanto, se quiserem acompanhar apenas um idioma específico, bastará que acompanhem os posts dentro de cada categoria:

Para ver os posts de todos os idiomas que estou aprendendo, basta seguir a categoria Como aprender idiomas em casa.

Sugestão do Google pra você :

Uma pessoa multipotencial não é especialista em coisa nenhuma? Nunca acaba o que começou?

Há um conceito do qual discordo, que é este que diz que o multipotencial não é especialista em coisa nenhuma e que nunca acaba aquilo que começou.

É verdade que, por termos habilidades em muitas coisas, e desejarmos muitas coisas, pode ser que no meio disso a gente perca um pouco do foco. Talvez por falta de disciplina, de organização, ou mesmo por não dar conta de todas as coisas maravilhosas que desejamos fazer.

Pode ser também que algumas coisas sejam entediantes. Ou que a gente comece com muita empolgação numa coisa e depois o interesse se perca. Razão? A gente vê que a vida é ampla e cheia de possibilidades, e não vale a pena ficar perdendo tempo naquilo se, por outro lado, há tantas outras coisas que queremos.

Mas isso não significa que nos escape o lado racional das coisas.

Por exemplo. Claro que para nós é muito importante estarmos altamente satisfeitos com a nossa profissão. Só que, sabemos disso muito bem, nem todas as pessoas podem se dar ao luxo – ou pelo menos não na hora que querem – de trabalhar apenas com aquilo que amam. Mas pensa uma coisa: se você tem um trabalho, mesmo um trabalho que não ama tanto, mas é bem remunerado com ele, através desse dinheiro você vai poder fazer as coisas que gosta e talvez, no futuro, poder viver apenas daquilo que gosta.

Eu amo muitas coisas, várias profissões. Mas tenho a racionalidade de perceber o que pode me ser útil ou não em determinado momento ou circunstância, e, de acordo com isso, priorizar a minha maior especialização naquilo ou não.

Por exemplo: nesses últimos anos trabalho como massoterapeuta e depiladora. O curso de massoterapia, por exemplo, tirei em 2004. Mas, como trabalho com isso diariamente – quer dizer, não mais agora, por causa da pandemia – óbvio que então dedico a minha especialização a este campo, ou seja, faço outros cursos do meu interesse, mas dou prioridade a fazer mais cursos na área da massoterapia e da depilação porque afinal é este o meu ofício diário.

Amo a massoterapia, mas, por ser multipotencial, não posso garantir para ninguém que exercerei essa atividade para o resto de toda a minha – assim espero! – longa vida, porque até lá pode acontecer muita coisa e eu inclusive posso descobrir novos ou velhos interesses que posso querer explorar. Mas, enquanto sou massoterapeuta, ou melhor, enquanto eu estiver exercendo aa minha atividade como massoterapeuta, faço questão de ser melhor sim, e por isso busco constante aperfeiçoamento nessa área.

Recentemente fiz um curso de acupuntura estética (fiz vários posts falando desse curso e dando dicas de beleza utilizando a acupuntura com agulhas ou sem), e, para ser sincera, neste momento não me sinto com vontade de trabalhar com isso. No futuro? Talvez, sei lá, não tenho como saber. Mas fiz o curso sim porque, enquanto massoterapeuta, enquanto pessoa que trabalha com a saúde das pessoas, saber disso é importante sim.

Ainda essa semana vou iniciar aqui no blog o Projeto Poliglota, que é um projeto voltado para a aprendizagem de idiomas. Não é um projeto onde vou ensinar idiomas, mas onde vou estar mostrando como estudo. Para algumas pessoas, pode ser mais útil estudar um único idioma até adquirir a fluência total, mas eu acredito que não somos totalmente fluentes nem no nosso próprio idioma. Por isso, para mim faz sentido sim aprender vários idiomas, ao invés de me dedicar a um único, porque nisso – assim como na maior parte das coisas – a aprendizagem é contínua. Eu não era fluente em inglês quando viajei para Londres ou para Dubai, e isso não me impediu de viajar e de ter feito o máximo com o mínimo de conhecimento que tinha. Se eu tenho 50 anos pra frente para aprender um único idioma, claro que nesses 50 anos vou poder falar com várias pessoas daquele idioma da forma mais fluente possível, mas também estarei me fechando para a possibilidade de conhecer outras culturas de pessoas que falam outro idioma, ou seja, para mim o mais importante nem é a fluência, mas conseguir me comunicar, o resto a gente vai aprendendo.

Não preciso ser especialista em tudo. Na verdade nem quero, até porque eu sei que, se viver até aos 140 anos, não vou ter tempo para aprender tudo aquilo que desejo.

Sugestão do Google pra você :

O que é ser uma pessoa multipotencial : Minha história

Não é indecisão. Não é dificuldade em escolher entre uma coisa ou outra. O multipotencial é uma pessoa cheia de habilidades e que, se não abraçar todas essas habilidades, se sente infeliz, incompleto, insatisfeito. Abaixo vou explicar meu percurso e como descobri que sou multipotencial.

Quando descobri que sou multipotencial

Ter descoberto esse termo foi um divisor de águas na minha vida, e é bem natural que todas as pessoas que enfim descubram isso se sintam emocionadas, porque antes tinham muitos questionamentos ou não se sentiam enquadradas no padrão das outras.

Mas eu descobri tarde e muito recentemente, agora já aos 40 anos de idade. Quando descobri, comecei a contar tudo no status do meu whatsapp, vou reproduzir aqui tudo o que escrevi, mas senta logo porque a história é bem longa, afinal são 40 anos de vida de uma pessoa que sempre quis viver a vida amplamente.

28/04/20

Meu coração está quase saltando pra fora! Caraaaaaacaaaa, véi, me achei!!!!!

Estou empolgadíssima, deixe-me lá ver se consigo explicar toda a profundidade da questão para vocês.

O que gosto e o que não gosto, e o que tem de “multipotencial” nisso

Sempre sofri – “sofrimento” nem é a palavra certa, é mais um auto-questionamento – de uma dificuldade de escolher uma única coisa. Não é indecisão. Não é “não saber o que quero”. Simplesmente gosto de muitas coisas. Tenho muitos gostos, muitas vontades, muitos talentos, e em tudo o que gosto me jogo com paixão.

Não sei, como vejo na maior parte das pessoas, gostar de uma coisa, e, automaticamente, excluir a outra que é seu total oposto. Às vezes posso gostar do quente e do frio também, igual. Claro que nem sempre posso ter os dois, na maior parte dos casos. Mas se pudesse os dois, seria perfeito pra mim.

Meu problema não é aquilo que eu não gosto, até porque, se analisar bem, sei exatamente o que não gosto e o que não gosto simplesmente não trago para a minha vida, não me interesso, excluo.

(Veja uma coisa muito característica nos multipotenciais: consideramos a vida ampla de possibilidades. Sabemos, temos consciência sim, que, mesmo se vivermos 140 anos, não teremos tempo de fazermos tudo aquilo que gostaríamos. Logo, se nem para aquilo que gostaríamos de fazer teremos tempo, mais fácil fica descartar o que não queremos.)

O “problema” – até então eu considerava isso um problema – é o que eu gosto. Porque eu gosto de muitas coisas. E gosto de muitas coisas de forma igual, não sei fazer como todo mundo que sabe categorizar as coisas em nível de importância, tudo o que gosto é importante pra mim. (Claro, há sim coisas que são mais importantes que outras, mas, das coisas que considero MUITO IMPORTANTES, todas elas são realmente importantes de modo que uma não consegue excluir a outra, tudo faz parte).

“A vida não tem que ser longa, ela tem que ser larga”

“A vida não tem que ser longa, ela tem que ser larga”, já devem ter me visto publicando essa frase algumas vezes, porque é uma das minhas favoritas.

Por gostar de muuuuitaaaas coisas, e por trazer para a minha vida tudo o que gosto, a minha sensação é que vivo umas 30 vidas numa vida só, que sou 30 mulheres – e homens, velhos, crianças, travestis, animais, anões de jardim – numa pessoa só.

Sempre me definem como: multifacetada, multi-tarefas, pró-ativa, elétrica, imparável, mulher que não fica quieta.

Não pensem que é intencional. Esta sou eu. E não pensem que é fácil. Se já é difícil me compreender, quanto menos me acompanhar.

O que você quer ser quando crescer? Eu quero ser tudo o que puder ser

Quando criança, a pergunta “O que vc quer ser quando crescer?” não era difícil. O problema é que eu queria muita coisa. Costureira, estilista, escritora, jornalista, professora de ginástica, veterinária, essas são só as primeiras que lembro ter falado. Algumas são semelhantes, tipo costureira e estilista (gosto de moda), escritora e jornalista (gosto da escrita e de literatura), mas muita coisa nem combina com as outras.

Os cursos que fiz ao longo da vida, a relação entre eles e a sua utilidade na vida prática

Ao longo da vida adulta, fiz muitos cursos, muitos mesmo. Alguns se identificam entre si, outros nada a ver. Mas eu vejo sentido em tudo. Porque fazer uma massa de cimento e areia para embolsar uma parede (coisa que aprendi no curso de assistente de alvenaria) para mim não é tão diferente do que aprendi no curso de maquiagem (e o que a gente faz na cara não é primeiro passar uma base – o reboco – pra depois fazer a pintura?)

Fiz vários cursos de organização de eventos, e aí vc me pergunta, achando que só perdi o meu tempo: quantos eventos você já organizou? Nenhum. Só que, mais tarde, quando tirei o curso de especialização em fotografia, não estive um tempo trabalhando com eventos? Fora que aprendi a fazer a análise SWOT, que usei em todas as profissões que tive, aliás, uso a análise SWOT até na minha vida pessoal. Então foi perda de tempo? Claro que não.

Tive uma loja de roupas. Não deu muito certo, na verdade. Não sabia nada de comércio ou de empreendedorismo na altura. Abri a loja no último andar de um shopping onde ninguém ia. Tudo o que não vendi, dei de graça para os outros. Fiquei triste? Não. Realizei a minha vontade de trabalhar com moda. E depois também não trabalhei com fotografia de moda? Tudo certo.

Quando nova, fiz um curso técnico de processamento de dados que não concluí quando saí de casa aos 17 anos, já contei essa história aqui. Anos depois, já em Portugal, aprendi sozinha a fazer sites. Aprendi linguagens html, php, css e SEO sozinha numa época que não era muito fácil encontrar informação sobre o assunto. Mas, se foi tão mais fácil para mim aprender, foi em função das aulas de lógica de programação que fiz no curso de processamento.

Abri uma empresa para trabalhar com sites, empresa esta que tive que fechar quando deixei Portugal. Mas não esqueci nada do que sei, tanto que os sites que tenho hoje também são todos feitos por mim.

Quando crio os meus sites, não preciso contratar um fotógrafo, fotógrafa também sou. E nos sites não faço aquilo que era o meu ideal de ser jornalista ou escritora, que é escrever?

Numa altura, cismei de fazer faculdade. Apesar de ter me considerado inteligente a vida toda, quando cheguei em Portugal me senti meio burrinha, porque até os adolescentes falavam inglês, francês e espanhol e liam o caderno de economia todos os dias.

Economia é aquele tipo de coisa que entra na lista das “coisas que eu não gosto” e que portanto não me interesso. Mas não é que eu tive que aprender o raio do negócio num tempo record?

Inglês, pelo menos, tinha feito uns “cursinhos”. Um basiquinho aos 12 anos, durou nem 2 meses pq meu pai viu que era caro pro seu bolso. Quando morei no Rio fiz 3 cursos de Inglês Instrumental, que ensina mais a escrever do que a falar. Chegando em Portugal fiz mais um básico mas não me sentia fluente.

Assim que me separei, conheci um cara mara. Só não tivemos algo “sério” porque eu tinha acabado de enfim me separar e estava naquela fase de “não quero compromisso sério com mais ninguém”. Foi um dos melhores relacionamentos que tive. Acabou sem traumas ou arrependimentos, nunca teve a intenção de durar pra vida toda mesmo.

Ele era da Nova Zelândia. Apesar de falar um pouco de português, quando lhe disse que queria melhorar o meu inglês, ele se comprometeu a falar apenas em inglês comigo. Meu inglês, claro, deu aquele salto. Foi com ele que fui pra Londres, foi aquela viagem dos sonhos, mas isso eu conto numa outra altura.

A faculdade

Voltando ao assunto da faculdade. Cismei que ia fazer. E eu tenho esse negócio também, não é bem uma teimosia ou um impulso, é talvez mais uma impaciência, uma inquietação. As coisas não servem muito pra mim se não forem ali naquela hora que eu as quero. Porque depois pode ser que eu não queira mais. Sim: gostar de muitas coisas tem também esse lado negativo, largo algo com muita facilidade porque continuo vendo um mundo de outras possibilidades maravilhosas.

Em Portugal tem um negócio chamado “Maiores de 23”. É quando você, que tem mais de 23 anos, pode entrar em qualquer faculdade sem precisar de comprovar qualquer escolaridade anterior. O que vale é o que você sabe de verdade, não aquilo que já estudou e que certamente já esqueceu. Além do mais, quem garante que muita gente não teve facilidades para ter estudos (colou na prova direto, fez trabalho com os colegas mais inteligentes pra ganhar nota, etc)?

Só não era tão simples assim. Tinha que passar nas provas pra entrar. Entre elas, economia, o raio do negócio do qual eu não sabia nada. Redação era a única coisa que eu tinha certeza que mandaria bem. Mas tinha também prova de direito, só que a Legislação Portuguesa, da qual eu não sabia nadinha também. E quanto tempo eu tinha pra estudar quando descobri que tinha essa oportunidade para maiores de 23? Menos de 2 semanas.

Mas é aquilo que falei. Por gostar de muitas coisas, vejo sempre um mundo de possibilidades. Diferente de quem sonha em fazer Medicina e vai ficar tentando até conseguir – acho o máximo gente assim! -, o lance comigo não rola muito essa coisa da persistência porque não vejo só aquilo como um único ideal. Mas também tenho a vantagem de não ter medo de fazer as coisas. Se der errado não me frustro, tem muitas outras coisas que quero igualmente. Então estudei naquelas 2 semanas e decidi fazer a prova, porque se não passasse não iria nem ficar triste (mas não sei se tentaria no semestre seguinte, confesso, até lá eu já podia estar querendo outra coisa).

Bom, então fiz a prova e passei. Não foi com a melhor nota não, mas o suficiente pra entrar para fazer o curso que eu queria: Publicidade, Marketing e Relações Públicas. E por que escolhi esse curso? Nessa hora você já consegue adivinhar: porque era 3 em 1, óbvioooo!

Muitas aulas do curso e palestras eram em inglês, o que me fez ver mais uma vez a utilidade do que aprendi com o meu namoro-engraçado (contrário de namoro sério).

Fui muito bem em todas as matérias mas fui perdendo interesse pelo curso quando percebi a quantidade de trabalhos em equipe. Para uma pessoa individualista como eu, não rola. Ter que ficar esperando o coleguinha entregar a parte dele do trabalho atrasada ou até enrolar e não entregar, quando ele podia ter me dito que não ia fazer (porque eu nem me importaria de fazer a parte dele em segredo se me pedisse desde o princípio) é uma coisa que não dá pra mim, individualista como sou, cheia de outras coisas lindas para ver e experimentar.

Mas não foi nada em vão. Apenas descobri que essa coisa de grupo não dá pra mim. E publicidade é grupo, uma equipe toda, ninguém pode ser a equipe toda. Mas foi ótimo, tive as melhores aulas de psicologia, de gestão de empresas (me dando o conhecimento que não tinha quando fechei minha loja de vestuário) e de direito da vidaaaaa. A de direito, aliás, o professor era tão bom que tinha plateia, inesquecíveis as aulas dele!

Sobre a “facilidade” que tenho em largar uma profissão ou projeto

Como eu dizia, nada em vão, um conhecimento liga ao outro. Mas isso não quer dizer que eu não tente sempre ser o melhor possível naquilo que eu faço. Agora por exemplo, trabalhando com massagens, faço todos os cursos possíveis que existir na área. Só que… bem, eu não posso garantir pra ninguém que vou trabalhar com massagens o resto da vida. Por falta de amor? Não. Também amei – e amo – todas as minhas outras profissões. Mas é que existe muito mais coisa, muitas outras possibilidades, e eu sou só uma, apesar de desejar ser muitas para fazer ao mesmo tempo todas as coisas.

As muitas mulheres que sou

Não é só com profissão. Eu amo o campo e amo a cidade, sou cosmopolita e roceira. Amoooo a simplicidade, mas seria hipócrita se dissesse que também não amo o luxo, está tudo bem pra mim num lado como da mesma forma está tudo bem do outro lado. Gosto de me vestir de forma elegante e também amo um vestido justo à la periguete. Tenho um linguajar sofisticado e adoro falar um palavrão. Leio de Dostoiéwisky a livrinhos de desenvolvimento pessoal. Gosto da vida agitada e da paz da meditação. Gosto de música clássica e de pagode. Faço dieta e atividade física mas como batata frita e tomo coca-cola porque eu sou tanto a “fitness” como aquela que quer viver sem tantas regras e preocupações politicamente corretas. Eu sou a contradição e amo cada um desses lados contraditórios.

Escolhas amorosas

Dia desses uma amiga me perguntava sobre as características dos homens que gosto, porque já namorei tantos homens diferentes que fica difícil encontrar um padrão. Pretos e brancos, velhos e novos, carecas e cabeludos, gordos e magros, altos e baixos, ricos e pobres, letrados e semi-analfabetos, ateus e religiosos, experientes e virgens, heterossexuais e bissexuais, bonitos e feios, tetraplégicos ou sem nenhuma deficiência, já rolou meio de tudo, digamos que quando jovem eu namorei bastante, tanto que hoje em dia costumo dar um tempo pra dar uma descansada, rsrs.

É que até pra dizer se gosto de homem bonito ou feio fica complicado. Porque homem bonito… bem, é bonito, né? Mas homem feio é tão bonito também! kkkkkk. Ah, bicho, é que eu olho pra alma. Quer dizer, olho errado, muitas vezes. Mas eu acredito naquela beleza interna que eu acho que estou vendo, este que é o lance.

Em resumo… é que eu acho muita coisa bonita. A vida pra mim é uma coisa muito ampla, abundante de possibilidades. Não tem um caminho só que me deixa feliz. Não sou nem monossilábica, como certamente já perceberam. Não sou de frases curtas e resumidas, tudo pra mim já dá logo um textão. Tudo é multi, tudo é muito. Não sou do tipo que teria um cachorro ou um gatinho. Passei a vida toda sem ter cachorros, quando decidi ter, decidi ter logo 7. Não tenho só um par de sapatos, apesar de só ter 2 pés e de amar andar descalça. Pra mim só serve terapia de grupo pra poder dialogar com todas as pessoas que sou.

Questionamentos, afinal quem não queria estar dentro do padrão?

Então… Depois de toda essa minha auto-biografia, dá pra entender meus questionamentos. Porque é claro e óbvio que eu não queria ser assim, ou que já tentei entender a razão de ser assim (e que em muitos momentos tentei mudar também, achando errado ser assim). Porque olhava à volta e não via ninguém como eu. Claro que seria muito mais simples se eu fosse uma pessoa “definida”. Que tem só a profissão x e ponto. Que tem a religião x e vive 100% só aquilo que aquela religião x prega. Que jamais vai se mudar para uma grande cidade porque ama mesmo é viver na zona rural. Que só ouve sertanejo e que acha que qualquer outro tipo de música não presta. Que não fica com o olho brilhando com as palavrinhas “curso novo de…”. Que não ache legal ler tantos livros. Que se decida se quer ser fitness ou embarangar de vez. Ah, seria mais simples sim.

Aliás, tem uma coisa muito interessante. Observo que as pessoas – em geral, não estou falando das multipotenciais – ficam muito entusiasmadas num início de paquera. Ficam animadas com a novidade, querendo saber tudo sobre a pessoa que estão começando a conhecer. E acham que a fase boa do relacionamento é esta, quando começam a se conhecer, quando um é novidade para o outro.

Ou seja, eu, que tenho perfil multipotencial, que devia ser assim, né? Mas não. Assim são as pessoas “normais”, rs. No início, quando a pessoa está naquela euforia de me conhecer melhor, eu geralmente não estou tão empolgada como ela. Porque, na minha cabeça, há milhares de pessoas interessantes no mundo para eu conhecer, ela é só mais uma assim como eu sou só mais uma pra ela. Aí, entre milhões, pra quê dar a minha atenção para aquela e não pra outras pessoas? Há pessoas que vão continuar nas nossas vidas, essas que vou priorizar, porque seria um desgaste de energia muito grande priorizar quem está só de passagem e não vai fazer diferença alguma.

Ao contrário das pessoas que no início das relações ficam mais eufóricas e entusiasmadas, eu só me animo um pouco depois, quando vejo que vale a pena, rs. Não vejo “novidade” em qualquer coisa, vejo novidade no que me interessa. E quando alguém nos interessa, ela nem precisa fazer malabarismos pra chamar a nossa atenção, tudo é sempre “novo” nela. Saiu do banho, trocou a camisa, eu já vou dizer “ai que lindo”.

Mas confesso: se a pessoa não insistir um bocadinho comigo, se ela não se fizer presente na minha vida, eu vou nem tchum pra ela. Por quê? Porque na cabeça da pessoa multipotencial, a vida é ampla e abundante de possibilidades. Se tem um monte de possibilidades, se o mundo está me chamando com fervor, eu não vou ficar ali naquele cantinho onde nem sei se sou tão desejada, se afinal há tantas outras possibilidades por aí.

Mas confesso: se a pessoa não insistir um bocadinho comigo, se ela não se fizer presente na minha vida, eu vou nem tchum pra ela. Por quê? Porque na cabeça da pessoa multipotencial, a vida é ampla e abundante de possibilidades. Se tem um monte de possibilidades, se o mundo está me chamando com fervor, eu não vou ficar ali naquele cantinho onde nem sei se sou tão desejada, se afinal há tantas outras possibilidades por aí.

Sei lá, eu não me apego àquilo que não tem reciprocidade ou empenho. Porque vejo essa dimensão da abundância, daquilo que não se resume ao que está aqui dentro do nosso quadrado.

Falta de persistência e de foco?

Nunca tive dificuldade em terminar relacionamentos, mas isso não quer dizer que não doeu. Em dois casos, por exemplo, depois do fim do relacionamento eu ainda fiquei amando secretamente aquelas pessoas por quase uma década. Quer dizer que não luto o suficiente? Não, eu só não insisto com o que não vai acrescentar positivamente na minha vida. Se eu amo um cara, mas ele não me ama, de que vale eu ficar falando isso com ele todos os dias, insistindo, mendigando? Não quer dizer que eu seja superficial, eu só não forço a barra com nada na vida porque não quero para mim nada que não seja totalmente de verdade. Simplesmente aceito – como uma pessoa que não é mimada – que certas coisas não dependem apenas de mim e sigo o fluxo, compreendendo que a vida tem outras possibilidades.

Compreendo que a maior parte das pessoas é movida pelo conceito da continuidade. Tipo aquela pessoa que trabalha a vida toda numa mesma empresa, ou que começam uma única coisa e fazem todas as graduações possíveis dentro disso. Acho bonito, admiro. Mas essa não sou eu.

As pessoas especialistas sabem tudo de uma coisa só, o multipotencial não sabe TUDO de nada, mas sabe um monte de coisa de várias coisas. Mas o multipotencial tem essa vantagem: se adapta fácil, justamente porque não vê uma única coisa como o único caminho.

Movimento, essa é a palavra. O multipotencial precisa estar sempre em movimento.

Foi muito importante para mim ter descoberto isso. Porque assim sei os meus pontos fortes, mas também agora sei como me policiar em algumas atitudes também, como, por exemplo, saberei identificar quando eu estiver me perdendo ou saindo do foco

Apesar de ter ficado gigante, este post foi só um resuminho da minha descoberta. Se quiser ler mais sobre o assunto, acompanhe os posts que estão na categoria Diário de uma Multipotencial.

Sugestão do Google pra você :

Retrospectiva 2019: 25 fatos sobre este ano para mim

1) Tive ótimos clientes e amigos. Pessoas lindas.

2) Cuidei das minhas crianças. Briguei com elas quando necessário. Passei raiva. Mas acima de tudo dei e recebi muito amor.

3) Fiz um monte de cursos novos. Um monte mesmo. Acho que foi o ano que mais fiz cursos.

4) Li livros geniais

5) Não me apaixonei, mas tive meus terê-tetês. Sem euforia, mas também sem sofrimento.

6) Estive bem mais sociável que no ano passado. Participei de todos os eventos familiares. Dei umas saidinhas. Poucas, mas já comecei a colocar o nariz pra fora de casa.

7) Emagreci. Engordei. Emagreci de novo.

8) Fiz ginástica em casa. Dancei. Fiz yoga. Não fui exatamente uma atleta frenética mas também não posso dizer que fui sedentária.

9) Fiz um tratamento dentário muito importante.

10) Doei sangue. Passei mal depois, mas doei.

11) Pirei de vez em quando. Fiquei triste de vez em quando. Mas em 80% do tempo estive bem e forte.

12) Acrescentei rotinas na minha vida para aumentar a positividade, como o ho’oponodomo e a prática do milagre da manhã

13) Compus músicas. Tirei da gaveta e mostrei-as, o que é mais difícil do que compor.

14) Visitei amigos. Ainda menos do que queria,  mas estivemos sempre em contato.

15) Estive muito em contato com a Natureza.

16) Fiz bastante artesanato.

17) Plantei um jardim e uma mini-hortinha.

18) Fui surpreendida ao ser contatada por pessoas que admiro que nem sabiam que eu existia.

19) Voltei a aprender idiomas.

20) Fui ao show do Ney. Visitei exposições de arte.

21) Fiquei no hospital com o meu tio, tive muito medo da cirurgia mas Deus abençoou e correu tudo bem.

22) Reformulei meu site, agora com alojamento próprio. Voltei a programar em php, html e css.

23) Como em todo ano, várias festinhas surpresa.

24) Consegui resistir e não adotei mais nenhum cachorro kkkk

25) Não foi o melhor ano da minha vida mas foi o meu melhor ano desde que voltei para o Brasil.




Sugestão do Google pra você :

Vídeo: Por que fazer tantos cursos diferentes?

Sugestão do Google pra você :